Continua entre nós o Embaixador da morte

CONTINUA ENTRE NÓS O EMBAIXADOR DA MORTE

Fui treinado para matar, diz aquele não coveiro;
Pouco importa quem morra, pois que todos vão morrer,
Continua, o carrasco, escondido em transparente capuz.

E ele continua vendo morrer os que à distância mata
Sabendo que outros farão limpas suas mãos
Enquanto sujam a nação de sangue e de puz.

Morrem seu público mais pobre,
Mas quem se importa,
Se, quem lhe importa jamais sai de sua porta
Com doações e pedidos não nobres.

Esses não veem cadáveres
Apenas olham os ativos,
Que do Bolso vão às bolsas.
Não há mortes, não há crimes,
Apenas pequenos enganos,
Pequeno tiranos.

Morreu a artista famosa, que era uma das cem mil,
Morreu o bailarino que frevou caboclinho,
Morreu político decente.
E vejo morrendo um Brasil
Escuto o riso de político doente.

Como um zumbi imortal,
Alimenta-se da vida e da morte,
E cultiva o medo, e produz mentais prisões,
Mostra com alegria aquilo que aprendeu:
Aprendeu matar o povo
O povo que vida lhe deu.

Biu Vicente -16/05/2021

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