Archive for the ‘Amizade’ Category

Sobre a vida quando sabemos da morte de um quase amigo

segunda-feira, março 27th, 2017

Quando a notícia da morte de alguém nos chega, sem desejo objetivo, começa um processo de avaliação que nos faz verificar qual a importância daquela vida que acabou de acabar em nossa vida. É como se perguntássemos: qual o nível de aproximação que tivemos? O quanto vivemos juntos? O quanto estivemos perto e se fomos aproximados. A morte nos revela a vida que tivemos juntos ou que vivemos juntos. Às vezes nossos passos estiveram muito próximos, quase vivemos na mesma casa, mas um muro parecia sempre presente e, apesar das palavras trocadas, de parecer estarmos juntos, uma vez que caminhávamos na mesma vereda, uma imensa distância aparecia em cada sorriso. A notícia da morte expõe que, apesar de termos estado tão próximos, e termos até colaborado em algumas empreitadas, nunca fomos amigos. Então vem a enxurrada de palavras que quase sempre a morte traz, na maioria das vezes, confirmando a morte, não afirmando a vida.

E nada disso retira o valor dessa vida que passeou ao nosso lado durante algum tempo, mas que não permeou, não penetrou nossa alma. Assim, sabemos muito dessa vida, dessa pessoa que foi amada por muitos, teve nosso respeito, mas não nos cultivamos amorosamente. Nos olhávamos de modo distante, não obstante estarmos nas mesmas salas e termos em comuns alguns sonhos e muitos conhecidos, até mesmo amigos. Mas nunca trocamos confidências, nunca nos confiamos um ao outro. E, pensamos, como seria bom termos nos permitidos a aproximação, termo ultrapassado o limite da admiração! Interessante, que tivemos alguns amigos comuns que nos adivinhavam a proximidade física e a distância espiritual.

A notícia da morte escancara, no silêncio de nossa alma, a vida que não aconteceu e é essa a vida que dói. Assim, nos sentimos como querendo viver o que não foi vivido, pois ela teria sido possível, não estivéssemos tão ocupados na tarefa de melhorar o mundo. E não nos vimos por estarmos tão próximos! Mas como melhorar o mundo sem nos melhorarmos? E a morte que parecia não incomodar, aos poucos vai se tornando a vida enquanto nossos olhos enxergam os momentos e que aquele que não conseguimos fazer nosso amigo, aparece em momentos cruciais; e lembramos de seus sofrimentos suportados em silêncio enquanto sabia que nós sabíamos do que ocorria no seu íntimo, e das encruzilhadas que se meteu e de onde saiu, machucado, mas pronto para continuar a vida. E o temor de ferir não nos deixou aproximar, e apenas admiramos de longe, e nos justificando de ele não precisava que nos aproximássemos, negamos a ele e a nós mesmos alguns dos momentos mais bonitos que poderiam ter existido.

A notícia da morte nos faz encontrar o amigo que tínhamos e não notávamos.

ps. em memória de Dom Marcelo Pinto Carvalheira

Sobre o início de março

sábado, março 11th, 2017

Março, para uma bela parcela dos brasileiros, é o mês que inicia o ano real uma vez que o carnaval foi finalmente vencido e, as aulas começaram, bem como a atividade de enganar o eleitorado, peça fundamental na vida dos políticos, passa a ser o comum nos parlamentos. As notícias da Lava-jato já não lavam a alma nem parece que mudarão o Brasil, como aparentava quando começou o processo de investigações. As prospecções dos resíduos do crime exigem investigações longas, e a atuação dos advogados dão mostra do quanto a população entrega-se ao jogo do faz de conta. Tudo vai sendo esquecido, como nas sociedades passadas. O que não é esquecido é reprimido profundamente, pois a vingança sangrenta já não se apresenta como solução e os pobres de hoje são mais impotentes que os pobres de antigamente. Eles tinham mais acesso aos mais ricos, dizendo de outra maneira: a distância física entre o súdito e o rei era bem menor do que a do cidadão e seu representante. Os governantes atuais são inacessíveis, só os encontramos nas redes sociais, essas redes de pessoas que nunca se encontram, se dizem amigas e brigam e ofendem pessoas que não conhecem. E também são processadas por estranhos que um dia solicitaram sua amizade. As redes sociais servem para nos lembrar daquilo que esquecemos tão logo lembramos. A máquina a que nos entregamos pensando que iríamos nos integrar, nos isola.

Neste começo de março, depois das águas que me lembraram que os ventos tiram as telhas do lugar, tivemos a notícia de que a televisão e a câmera do aparelho telefônico que carregamos no bolso e uso para conversar com a “minha sociedade”, conta tudo de mim, a quem? não sei. E também soube que uma equipe de uma universidade norte americana fez uma pesquisa que durou cinco anos para chegar à conclusão que, o dia seguinte à uma noite de intercurso sexual é mais produtivo porque as pessoas acordam mais alegres e dispostas, independente de terem alcançado as estrelas ou não. Todos os boêmios do mundo, todos os cornos, todas as cornas de todo mundo já sabiam disso. Mas ainda bem que existem sociólogos ociosos e companhias ricas que se completam na tarefa de produzir conhecimento tão necessário e fundamental para a sobrevivência de uma sociedade que pensa que é gasto inútil de tempo, o tempo que se toma para tocar e ser tocado, como um animal para se humanizar.

Nesta semana, dia 9, mesma data do nascimento de meu pai, fiz uma palestra, apresentando algumas “Reflexões sobre a Revolução de 1817 e sua presença nesses dois séculos”, tendo como referência a cidade de Olinda e seus arrabaldes. (se Paris assim pensa, por que não nós?). É o início de um projeto educacional que se alongará até dezembro, procurando envolver a sociedade olindense. Talvez se um grupo musical participasse, e houvesse uma mesa com biscoitos, não teríamos visto tantas cadeiras vazias, ouvindo sobre a Revolução da primeira independência, a que desejava uma república com liberdade de imprensa, opinião e outras prebendas que o absolutismo negava e nega. A reflexão do mês de Abril será A SIGNIFICAÇÃO DOS CURSOS JURÍDICOS DE OLINDA PARA A EDUCAÇÃO DA LIBERDADE NO BRASIL.

FREI HUGO FRAGOSO , ofm. Historiador da Igreja no Brasil no final do século XIX

quinta-feira, novembro 3rd, 2016

Todos nós recebemos bençãos por amizades e companheirismo, e essas bençãos são maiores quando as recebemos de algum mais velho que, sabiamente, nos ensina a sua grandeza por sua humildade. Li hoje que meu amigo e professor Frei Hugo Fragoso, ofm, foi chamado ao céu. abaixo transcrevo palavras de outro mestre e amigo, Eduardo Hoornaert, que nos fala da amizade e da grandeza do historiador que foi o Frei Hugo.

“Frei Hugo é uma pessoa marcante por sua capacidade de historiador crítico e por suas posturas nada conformistas em termos de análise historiográfica. Não era ‘profeta’ no sentido do irmão Antônio, bispo de Crateús, mas era não menos profético por meio de suas pacientes pesquisas e pela elaboração de uma das melhores análises existentes do catolicismo nordestino, no século XIX e primeira parte do século XX. Seus trabalhos estão espalhados em diversas publicações, entre elas as da Cehila. Deles realço o originalíssimo ‘O vigário Bernardo, reflexo da face do povo teixeirense’ (A Igreja e a Questão agrária no Nordeste, Paulinas, 1986, 81-114) e o não menos original ‘O apaziguamento do povo rebelado mediante as missões populares no Nordeste do Segundo Império’ (A Igreja e o Controle Social nos sertões nordestinos, Paulinas, 1988, 10-53). Realço ainda o capítulo ‘A era missionária 1686-1759’, dentro da ‘História da Igreja na Amazônia’ (Vozes, 1992, 139-209), uma síntese admirável, assim como ‘A Igreja na formação do Estado Liberal 1840-1875’ na ‘História da Igreja no Brasil, século XIX, Vozes, 2008, 4ª edição, 2008, 144-253. Deve haver outros trabalhos que esqueço aqui. São trabalhos de fôlego, que exigem muita pesquisa além de uma boa capacidade interpretativa e criatividade na comunicação.
Hugo Fragoso é um canteiro aberto, um desafio, uma provocação aos que se contentam com trabalhos superficiais, uma semente lançada no chão dos futuros pesquisadores, um religioso exemplar, cujo brilho é interno: ‘omnis pulchritudo eius ab intra’ (toda sua beleza está por dentro), um fiel amigo, um franciscano eterno, ‘além do tempo e do espaço’. Hugo é ‘gente’. Que sua memória nos alimente e fortaleça e nos dê alento para continuar no caminho por ele trilhado.

Eduardo Hoornaert.

Um trabalho pouco conhecido,mas de grande importância para a História da Igreja na passagem do século XIX para o XX, são os 12 Cadernos da Restauração, nos quais estão postas observações de como eram, quem eram, o que fizeram aqueles franciscanos que chegaram para restaurar a obra e congregação franciscana no NOrdeste do Brasil.

Dom Hélder, João Paulo II e o Trabalho Humano

terça-feira, maio 3rd, 2016

Aproveito a semana para colocar aqui uma crônica de Dom Hélder Câmara, recentemente posta no livro Meus Queridos Amigos, publicado pela CEPE. O livro é uma coletânea de 200 do Dom no seu programa UM OLHAR SOBRE A CIDADE.

Meus queridos amigos

O Santo Padre Joao Paulo II havia preparado a sua Encíclica sobre o trabalho humano, para ser publicada no dia 15 de maio próximo passado, comemorando 90 anos da Rerum Novarum34 de Leao XIII.

Dada a permanência dele no hospital, o querido João de Deus guardou sua Carta para a Festa da Exaltação da Santa Cruz, no dia 14 de setembro passado, terceiro do seu pontificado. O jeito é ler a Carta do Santo Padre. O trabalho sai altamente dignificado da Laborem Exercens 35 e mais ainda o homem, que a Encíclica prova que é sempre o sujeito do trabalho.

Reparem como, a partir da noção de trabalho, a Encíclica prova que raízes materialistas não são privilégios do comunismo, pois o capitalismo cai também no materialismo. É urgente ler e reler o que diz o Papa sobre o direito de propriedade: “A tradição cristã nunca defendeu o direito de propriedade como algo absoluto e intocável.

Pelo contrário, sempre o entendeu no contexto mais vasto do direito comum de todos utilizarem os bens da criação inteira: o direito de propriedade privada está subordinado ao direito ao uso comum, subordinado a destinação universal dos bens”.

Mais adiante diz a Encíclica: “Continua sendo inaceitável a posição do capitalismo rígido, que defende o direito exclusivo da propriedade privada dos meios de produção, comum dogma intocável na vida econômica. O princípio do respeito ao trabalho exige que tal direito seja submetido a uma revisão construtiva, tanto em teoria como na prática.”

Procurem o que relembra a Encíclica sobre trabalho e capital, sobre a necessidade da reordenação e novo ajustamento das atuais estruturas, sobre a Comissão de Justiça e Paz, sobre guerra nuclear, sobre a chaga do desemprego e a responsabilidade do governo no tocante a desempregados, sobre sindicatos, sobre direito de greve, sobre o trabalho agrícola e a reforma agrária, sobre multinacionais…

É tão bom, tão importante, tão agradável ouvir o Papa provar que a Igreja confia no homem, que o trabalho foi feito para o homem e não o homem para o trabalho, sobre a verdadeira promoção da mulher e a missão materna exclusiva da mulher… É empolgante ver a Encíclica provar como o problema que outrora era problema de classe, hoje adquiriu dimensões de problema de mundos…

Claro que a Encíclica não esquece a espiritualidade do trabalho.

Lida e meditada com calma, sem paixão, como se ouvíssemos o nosso Joao do Deus em sua passagem inesquecível pelo Brasil, a Encíclica pode fazer um grande bem às pequenas comunidades e ao governo, aos trabalhadores, aos professores, aos jovens, a católicos, e não católicos, cristãos e não cristãos, crentes e descrentes.

Deus seja louvado!

Sexta-feira, 2.10.1981

Inácio Strieder.

terça-feira, março 8th, 2016

Leio e aprendo que o tempo daquele que me abriu para leitura da Carta de São Paulo Aos Romanos foi completado no dia de hoje. Meu professor Inácio Strider era ainda jovem jesuíta que andara pelo mundo acumulando conhecimento e refletindo sobre os momentos que vivia. Quando lia suas reflexões sobre paisagens geográficas e humanas no relato de suas viagens, pensava em homem de alguma idade muito diferente da minha, mas eis que o Inácio que entrou na sala era diferente daquele que eu admirava enquanto lia seus escritos. Em verdade passaram cinco anos para que eu juntasse as duas pessoas. Foi quando me fizeram professor no Instituto de teologia do Recife e, passei a ser colega de vários professores que admirava por seus ensinamentos e pela calma com que apresentavam os argumentos, tanto na sala de aulas quanto nas reuniões da Congregação do ITER: Inácio Stieder, José Comblin. Humberto Plumenn, Eduardo Hoornaert, Sebastião Armando e outros. Reuniões fecundas de conhecimento sabedoria e amizade. Após alguns anos volto a encontrar Inácio Strieder, agora já secularizado e lecionando no Departamento de Filosofia da UFPE. Quando nos encontrávamos sempre havia um questionamento sobre o comportamento da sociedade, como acontecia nos artigos que passou a publicar nos jornais locais. Padre jamais deixou de ser. Alguns até brincávamos que el pareca uma cardeal. Foi assim que animou um grupo de católicos que sofreram com a aposentadoria de Dom Hélder Câmara. Nesse intuito, convidou-me para particpar de uma uma das semanas helderianas e me pediu uma reflexão sobre o Cristianismo Revolucionário na América latina. Esse momento ocorreu no auditório da Livraria Cultura. Ali encontrei-me com jovens que já não conheciam Dom Hélder. A memória, pessoal e coletiva, é seletiva e frágil.

O tempo passou com a rapidez que os anos passam quando estamos ocupados em fazer coisas, e então descuidamos das amizades, os encontros foram rareando até que então soube por ele, saindo do elevador: vou aposentar. Naquele momento disse que era tempo que estava no limite, não o do seu, mas da lei.

Todos nós sabemos, quando se aproxima o tempo da aposentadoria, que ela é o apressamento do passo para o esquecimento; uma sensação bem diversa daquela que tínhamos quando jovem, naquele tempo a aposentadoria era vista como um prêmio a ser desfrutado após anos de obrigações. Quando jovem, a aposentadoria parece ser um tempo idílico no qual os sonhos de viagens e amores serão realizados e passamos grande parte da vida trabalhando para recrear a vida na aposentadoria. Mas quando ela chega, parece que já estamos cansados de esperar por ela, e já caminhamos mais devagar em sua direção, não mais na direção da realização dos sonhos, mas com a intuição de que serão poucos a querer nos ouvir, saber nossa opinião sobre alguma coisa. Professores, então, fazem de tudo para não se aposentar, imagina alguma assessoria, aulas esporádicas, participação em bancas, escrever livros de memórias etc. Mas aos poucos vai-se convencendo que tudo já foi feito e, parece que é de repente, faz um acordo com a Noiva de todos, e passamos para a memória dos outros, enquanto os que nos conheceram viverem. Filhos, netos, talvez bisnetos, algum aluno que se impressionou em sua juventude com a sabedoria que julgavam que tínhamos. Se artigos e livros foram escritos, é possível continuar mais tempo algum vivo. Inácio Strieder escreveu muitos artigos, expôs-se ao logo de sua vida.

Escrevendo sobre Inácio Strieder o professor Lucivânio Jatobá escreveu: “apesar de ter dado uma grande contribuição à UFPE, Strieder, após se aposentar, foi, como acontece e acontecerá com todos nós, será esquecido. Ele era um Homem Honesto; um Homem de Bem.” Quase me atrevo a dizer que quase fiquei amigo, e não apenas aluno e colega desse meu professor.

Saudade

Amigos de Caminhada, construção da humanidade

segunda-feira, janeiro 25th, 2016

Sempre que caminho em uma praia lembro-me de dois professores que me permitiram a sua amizade, os padres Eduardo Hoornaert e José Comblin. Dois belgas que chegaram no Brasil no início dos anos cinquenta, quando eu ainda não passara dos cinco primeiros anos de minha vida, e aqui decidiram viver o resto de suas vidas. O padre Comblin já completou seu tempo de missão no Brasil e no mundo, em uma noite enquanto dormia, em uma cidade do interior baiano. Um seguidor de Jesus Cristo de maneira integral e total. Nós todos o amávamos pela sinceridade de sua seriedade e simplicidade no trato das coisas humanas. O mais livre dos teólogos da chamada Teologia da Libertação.

Mas o que tem a praia com esses homens que atravessaram o Oceano para servir aos pobres da terra? Uma vez, Eduardo confidenciou-me que caminhou, em uma praia, durante mais hora ao lado de José Comblin sem dizerem nenhuma palavra e, Eduardo concluiu: “acho que somos amigos, não precisamos falar, nos entendemos”. Talvez seja isso, a amizade, o amor, eles nos levam a compreender a necessidade do amigo e do ser amado antes que a necessidade seja pronunciada. E a palavra, contudo, é necessária na construção da amizade, da relação amorosa, na defesa daquilo que fez brotar a amizade. Mas não as palavras excessivas, desnecessárias, apenas as verdadeiras, as que estão carregadas das fragilidades que nos fortalecem.

Foi assim que, na caminhada desta tarde, nesta Praia de Pitimbu veio-me a lembrança de Ivone Gebara, uma das mulheres extraordinárias da minha vida, também minha professora. Sua lembrança veio-me após uma conversa na rede das amizades virtuais, o facebook, com um amigo real, o Sérgio Gusmão, a respeito do capitalismo, da libertação, da opressão do capital sobre o homem. Disse-lhe que a opressão não do capital sobre o homem, mas do homem sobre o homem. Ao dizer-lhe isso, lembrei-me que, quando comprei meu primeiro automóvel, um fusca, fui celebrar essa alegria com duas mulheres amigas: Ivone Gebara e Valéria Rezende. Na época trabalhava, com Valéria, um texto para a História da Classe Operária, uma solicitação da Ação Católica Operária – ACO. Essa celebração debateu alguns parágrafos escritos para o primeiro volume, voltado a contar a luta dos trabalhadores brasileiros durante o período de dominação portuguesa e o Império dos Orleans e Bragança. Depois veio o fusca como tema. Ainda lembro as palavras de Ivone: “lembre-se sempre que você é o dono do carro, não deixe que ele lhe domine”. Essa é a lição que a vida de Ivone, Valéria, Comblin, Eduardo, Hélder e tantos outros amigos/professores deixaram em minha vida.

É quando o homem se deixa dominar por aquilo que ele construiu que o faz imaginar e justificar dominar os demais na defesa das coisas que o dominam. Se você não se deixa escravizar pelas coisas jamais poderá escravizar nenhum ser humano.