Promessas passadas geram novas esperanças

Semana passou cheia de novidades, como a celebração da memória do 11 de setembro de 2001. Aos poucos aquela conversa de que foi tudo armação dos americanos e judeus para incriminar os árabes-muçulmanos passa a ser folclore, embora os povos árabes cada vez mais acreditem nessa história. É o que está sendo publicado na imprensa internacional, No Brasil, apesar de a candidata Dilma Rousseff ter informado que era contra a volta da CPMF, o governo da presidente Dilma Rousseff está apoiando o retorno do imposto com outro nome. Ela disse que o problema da CPMF é que o governo desviava o dinheiro recolhido. Esqueceu de mencionar que ela era a ministra da Casa civil do governo anterior Mas ele virá com novo nome para que pensemos ser uma nova realidade. É a eterna questão do nominalismo.

Na outra esquina da semana, essa que começa, ficamos sabendo do resultado do exame do Enem, esse que serve para avaliar as escolas e o ensino no Brasil. Os resultados mostram que entre as cem melhores escolas menos que vinte são públicas e que entre as cem piores não nem uma particular. O governo admitiu que investe vinte vezes menos em educação que as escolas primárias. Tomara que não pensem em um imposto especial para a educação, como esse que parece estar de volta para a saúde. Mas com todos esses problemas continuamos a vida, pois que ela é maior que as brigas partidárias, ou religiosas dos religiosos.

O bispo Edir Macedo está sendo acusado de lavagem de dinheiro, pois parte do que recebe em suas igrejas parece, dizem as autoridades, saem por fora da contabilidade. Já na arquidiocese católica da Paraíba, o bispo está despejando os católicos que durante anos faziam missão junto aos camponeses, sob a orientação do padre José Comblin. Esse grupo de missionários está ligado à Teologia da Enxada, e alguns deles dedicaram-se tanto à missão e à igreja católica que, postos para fora do centro missionário que agora tem o nome do ex-arcebispo José Maria Pires, não terão para onde ir. O que mantém esse povo, seja na Universal do Reino de Deus, seja na Católica, ou em qualquer outra igreja ou religião é a fé que todos carregam de que Deus os protege, e o que parece manter o orgulho e a vaidade dos bispos dessas e de todas essas igrejas é a fé que o povo tem em Deus. Todos dizem Amém e os líderes dizem “graças a Deus”. E os corruptos dão graças às leis que eles só chamam quando lhes interessam e beneficiam.

Parece que estou pessimista, mas não estou. Tenho aprendido que o mundo tem se tornado melhor, cada vez melhor, apesar de parecer piorar. É o movimento histórico. Chegou ao poder uma geração que havia ficado de fora, que só podia reclamar, fazer-se parecer honesta ou, como diziam alguns durante o medievo: a raposa é a representação do mal, se faz de morta para poder atacar as galinhas. Uns se fizeram de honestos e defensores da moral pública nos anos finais da ditadura, outros se fizeram humildes e silenciosos, eclesiasticamente humildes, no mesmo período. Hoje ocuparam o poder, lambuzam-se no mel. Um poeta já escreveu: hoje você é quem manda, falou tá falado, não tem discussão…

Como as ondas do mar, a gerações se sucedem. Tudo parece que é o mesmo, mas o mesmo é sempre diferente de si.

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