Como professores são tratados na amizade de sindicatos governistas

ARTIGO DO PROF> PIERRE LUCENA

“Apesar da ridícula proposta do Governo, os sindicatos Andes e Proifes, que representam os professores das universidades federais, resolveram aceita-la, e dificilmente a greve será deflagrada no restante das universidades.

Para deixar a história ainda mais confusa, na reunião de ontem o representante do Governo ainda voltou atrás na proposta de aumento de 4% (só no ano que vem), dizendo que os 4% incidiria apenas em uma parte do salário, o que deveria deixar o aumento em torno de 2%.

Marcou-se hoje uma reunião para resolver este impasse, mas é provável que seja resolvido. Com isso, os professores irão ganhar no ano que vem aproximadamente 90% do que ganhavam em 1998, em pleno Governo FHC.

Esses dados servem para acabar com a falácia de que o Governo do PT trata bem os professores. O tratamento é o mesmo recebido pelo PSDB, conforme gráfico abaixo. Enquanto os pesquisadores do MCT e do Ipea recuperaram suas carreiras, pelo jeito só resta aos professores fazerem concurso para outras áreas, ou aceitar a ideia de que terão salários ruins para o resto da vida.

Não é de se estranhar a quantidade de professores com complementos salariais, mesmo estando em Dedicação Exclusiva. Com um salário líquido de R$ 5 mil, corredor vazio de professor virou padrão nos departamentos das Universidades Federais. Isso porque nem falei nos professores assistentes, com mestrado, com salário líquido de R$ 3 mil, em Dedicação Exclusiva.

Com essa decisão, a greve deve morrer.

Autor: Pierre Lucena

  1. Dedicação exclusiva pressupõe manutenção exclusiva. Será que nosso governo nunca entenderá isso? No entanto, nós professores somos ‘obrigados’ a formar as “máquinas humanas” geradoras de riquezas para a “Nação”.

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