Roubos e algemas

Enquanto visito minha família que mora na Paraíba recebo informe que minha casa foi assaltada pela terceira vez em três meses, entrando para a bela estatística do vitorioso programa Pacto com a Vida do governo pernambucano. Estamos contentes por terem ido à nossa casa em um momento em que todos nós estávamos fora. Não devo reclamar sobre essa situação, uma vez que, caso a polícia queira descobrir quem me assalta com tanta insistência pode descobrir que é um rapaz de quase trinta anos, que não concluiu o curso médio, ele poderá ser preso e, sem que a presidente dilminuida perceba, ele será algemado, fotografado, correndo o risco de algum repórter policial colocar a sua imagem à disposição do público. Melhor não reclamar e acreditar que dona diminuída irá mesmo fazer a faxina e afastar os assessores de seu antecessor do poder. Como os ladrões amigos e assessores da presidente não podem ser algemados, vamos deixar esse rapaz em paz. Arcarei com esse prejuízo, como todos os nós brasileiros já estamos pagando pelas oito toneladas de feijão que foram jogadas no lixo, ali na Paraíba. Afinal já pagamos motel para ministro verificar se as condições do dito estão adequadas para o turismo sexual, um dos grandes atrativos para os europeus visitarem este país. Já pagamos tapiocas e outras coisas. Deixemos o rapaz em paz.

O que fico sem entender é como pode ter sido um sucesso de lisura e honestidade a aplicação do ENEM se a justiça andou condenando os envolvidos em fraudes. Essa lógica de quem bebe mais do que cinco cinqüenta e um por dia e fatura mais seis mil reais por minuto não me alcança. Mas terei que conviver com essa “herança maldita”, da qual a presidente parece sofrer e TEMER. É o preço da governabilidade essa invenção de garantir o emprego de vinge e cinco mil cargos comissionados

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