28 de outubro – expedição de Bento Teixeira

 

 

28 de outubro

1637 – Início da expedição de Pedro Teixeira à nascente do Rio Amazonas

Ghita Almeida Galvão[1]

 

Há pouco mais de quinhentos anos atrás chegou a Pindorama, posteriormente Brasil, 13 caravelas lideradas por Pedro Álvares Cabral, a mando da coroa portuguesa. Numa época de Grandes Navegações européias é dado assim o famoso “descobrimento” do Brasil, apesar de existir indícios de outros navegadores com outras nacionalidades terem estado aqui antes. Pensando em possíveis descobertas, essas terras já haviam sido divididas entre Portugal e Espanha antes desse “descobrimento”, fonte muita disputa entre esses países.

Na divisão, a parte portuguesa ficou menor; a parte que talvez hoje não chegue nem a metade do Brasil, estava situada num pedaço da costa atlântica, ficando para a Espanha todo o resto do território. Porém, com o advento da União Ibérica, período entre 1580 e 1640, em que o rei da Espanha governa também Portugal, as relações e extensões territoriais mudam.

Nesse contexto da União Ibérica ocorreram expedições, com o intuito de explorar o território, buscar riquezas minerais, escravizar índios ou catequizá-los. Desde o começo da colonização se deram as Entradas, expedições oficiais e apoiadas pela coroa portuguesa, e as Bandeiras, que foram organizadas por particulares.

Entre muitas, queremos hoje destacar a expedição feita por Pedro Teixeira. Tal expedição saiu de Belém do Pará em 28 de outubro de 1637 e chegou a Quito, que é a atual capital do Equador, um ano depois. Tinha a pretensão de explorar, tomar conhecimento da extensão do rio Amazonas, que se acreditava ser dominado por mulheres cavaleiras e guerreiras e que viviam em uma comunidade isolada sem muito contato com homens, sendo estes usados somente para reprodução, as Amazonas.

Pedro Teixeira era um nobre português, que depois de passar por diversas batalhas e conquistas, recebeu o posto de capitão, titulo que possui no momento da jornada em questão. Antes de 1637, conheceu o baixo Amazonas e fez contato com muitos índios que lá viviam, fato de grande ajuda para a sua futura empreitada. A expedição foi conduzida por índios, composta também por cronistas e religiosos, e foi descrita em um livro de 1641, com o nome de Novo Descobrimento do Grande Rio das Amazonas, o qual foi recolhido pelo governo espanhol, uma vez que já se findara a União Ibérica e havia o temor que tais relatos avivasse o interesse de expansão territorial por parte de Portugal.

Após essa expedição foram estabelecidas feitorias e fortes que protegiam a catequese do indígena.  Desde então vem sido tirado da região muitas riquezas que levadas para a Europa, sendo o Orucum a primeira delas.

Acordos diplomáticos posteriores reconheceram para Portugal e, mais tarde para o Brasil, parte do território tornado conhecido por Pedro Teixeira. Desde então a ocupação do território tem sido realizada de forma altamente desordenada, deixando-se sempre a maior parte das terras para os poderosos ligados à coroa portuguesa, depois a seus sucessores. A população nativa foi escravizada e aculturada, com base em padrões europeus da época, através da igreja católica e seus missionários, formando parte do povo brasileiro. Hoje outros missionários além dos católicos influenciam a vida dos povos que vivem na Amazônia.

O mito das Amazonas passou, mas a exploração da região continua, sempre favorecendo poucos e em detrimento dos muitos pobres, enquanto o desmatamento põe em risco a maior floresta tropical do planeta.

 

 

 

 


[1] Aluna do segundo período de História na UFPE

 Date Posted: 29 out 2009 @ 06 18 AM
Last Modified: 29 out 2009 @ 06 19 AM
Posted By: Biu Vicente
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02 de dezembro de 1870



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