07 de outubro – o Fordismo

 

HOJE NA HISTÓRIA

07de outubro – o Fordismo

Ghita Almeida Galvão[1]

 

A primeira Revolução Industrial começa na Inglaterra em meados do século XVIII, por motivos gerais de este país possuir a matéria prima e o capital necessário para o acontecimento. Com a chagada do século XIX esta revolução se espalha para o resto do mundo, indo parar, consequentemente, nos Estados Unidos, um país jovem mais com uma história propícia aos grandes feitos capitalistas.

É dentro desse contexto que Henry Ford vive sua juventude na fazenda dos pais no Michigan. Desde criança sente-se atraído pelas máquinas, começa concertando relógios de amigos, depois trabalhando em algumas fábricas, até que cria seu primeiro veículo a motor o quadricíclo, e posteriormente o carro de corrida 999, este se tornou campeão, e dinheiro ganho com ele deu suporte para Henry Ford montar a Ford Motor Company.

Em 07 de outubro de 1913, Henry mudou o sistema de produção industrial de sua empresa, implementou o Fordismo, que tinha algumas características próprias associadas ao taylorismo. Esse sistema tinha como objetivo: a redução de custos da produção, o barateamento o produto, provocar mais vendas e consequentemente mais lucro (apesar de Henry dizer que o dinheiro era a coisa mais inútil do mundo e que não estava interessado nele e sim no que podia fazer pelo mundo com ele). Henry Ford oferecia um salário duas vezes maior que o habitual em outras empresas, atrativo para muitos funcionários. Depois de vários anos, esses operários eram desqualificados e por fim acabavam ficando doentes e cansados de trabalhar expostos ao longo de uma grande esteira rolante que trazia o produto de fase em fase para ser montado. Cada trabalhador tinha uma função que deveria ser executada rapidamente, pois logo em seguida vinha outra peça e era preciso apertá-la ou encaixá-la, fazer a parte que lhe era cabível do produto e não atrapalhar o próximo operário que lhe seguia.

Pouco tempo depois do 999 é lançado o Modelo T; o carro tinha o volante no lado esquerdo, era simples de dirigir, a manutenção era barata e ele próprio era barato, entre tantas outras inovações. Este modelo vendeu 15 milhões de cópias, sendo oferecido no começo em diferentes cores mas, depois com o implemento do Fordismo, só na cor preta. Pois para o fordismo, não importava as particularidades do produto ou inovações para atração do cliente, importava sim, os baixos preços, pondo este como o fator mais importante e talvez a única fonte para a escolha dos compradores.

Esta maneira de produzir foi implementada em muitas outras empresas, inclusive em algumas outras do próprio Henry Ford, foi e ainda é um modelo muito usado, mas na década de 80 surgiu um modelo mais eficiente para o mercado, o Toyotismo de origem japonesa. Este tem como principais características: a flexibilidade de produzir somente o necessário, a mão-de-obra qualificada, o teste de qualidade em todas as etapas da produção, uma personificação do produto e o controle visual. Mas ainda assim pegou muitos empréstimos fordistas.

Na realidade, o Fordismo o Taylorismo e o Toyotismo são necessidades Capitalistas pós Revolução Industrial, que proporcionaram muitas mudanças sociais, e estas são, na maioria das vezes, contraditórias. É impossível se pensar um mundo, no estágio de globalização, comunicação e velocidade a que estamos habituados, sem a existência do carro ou meios de comunicação.

Porém, o mundo hoje gira numa velocidade extrema, quase que sem freios, deve-se ficar atento para com a performance do motor.

 

 

 

 

 

 

 

 


[1] Aluna do Curso de História da UFPE

 Date Posted: 07 out 2009 @ 03 05 PM
Last Modified: 07 out 2009 @ 03 09 PM
Posted By: Biu Vicente
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02 de dezembro de 1870



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