29 de setembro de 1908: Morre Machado de Assis

 

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29 de setembro de 1908: Morre Machado de Assis

Paulo Conti

Aluno do 4º período de História

 

                        Filho de brasileiro, mulato pintor de paredes e uma lavadeira açoriana, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu a 21 de junho de 1839, no Morro do Livramento, periferia da então capital do Império Brasileiro, Rio de Janeiro. Devido às condições econômicas de sua família não pode realizar os estudos regulares, freqüentando apenas a escola pública primária, em São Cristovão. Foi graças ao seu período como sacristão que teve os primeiros contatos com outras línguas latinas, além do português. O que lhe deu boa base para desenvolver, de maneira autodidata, a capacidade de ler em outros idiomas, possibilitando conhecer autores que o influenciaram.

                        Desde muito cedo, Machado de Assis se mostrou habilidoso na arte de escrever. Aos 16 anos, em 1855, publicou seu primeiro poema, “Ela”, na Revista Marmota Fluminense. Continuou publicando em outros jornais e revistas e, assim, como começou a se relacionar com vários nomes de destaque da literatura brasileira, como Casimiro de Abreu e Macedo Junior, participando das mesmas rodas literárias. Sua carreira teve um grande incentivador, Manuel Antônio de Almeida, diretor da Tipografia Nacional, onde Machado era tipógrafo-aprendiz. Manuel reconheceu o talento do jovem. Depois desse período, atuou como revisor e crítico literário, atividade que exerceu esporadicamente.

Machado de Assis

Machado de Assis

                        Quanto a sua produção literária, escreveu poemas, crônicas, um pouco sobre peças teatrais, críticas literárias, romances e contos: é tido como um dos maiores contistas da língua portuguesa. Exatamente nestes dois últimos gêneros que Machado de Assis se consagrou. Seus contos têm uma característica muito interessante para os leitores, pois estão além da simples leitura, chegam a parecer que alguém, em pessoa, está relatando tudo, como numa conversa extremamente agradável. Os seus romances, assim como a sua produção, foram didaticamente divididos em duas fases, romântico e realista. Na primeira nota-se a influência da literatura para entreter os burgueses, com histórias de amor, livros com conteúdos leves. Já na chamada fase realista, nosso autor atinge o apogeu da sua carreira. Em 1880, na Revista Brasileira, começa a ser publicado Memórias Póstumas de Brás Cubas. Era, verdadeiramente, um novo Machado de Assis, que havia se encontrado, com seu próprio jeito de fazer romances, explorando os dilemas humanos, com uma ironia refinada, realizando uma análise da “nossa miséria” existencial, dos nossos desejos mais nobres aos mais abomináveis. Outros dois livros ganham destaque neste conjunto, Quincas Borba e Dom Casmurro, esse último tido como o Otelo brasileiro, que traz a história de um homem consumido pelo ciúme. Junto a outros intelectuais, Machado fundou a Academia Brasileira de Letras, em dezembro de 1896. No ano seguinte foi eleito presidente desse grêmio, cargo que ocupou até a sua morte.

                        Joaquim Maria Machado de Assis faleceu em sua casa, na Rua Cosme Velho, nº 18, a 29 de setembro de 1908, aos 69 anos. Os médicos apontam como causa da morte do escritor, arteriosclerose. Mas a ausência de sua esposa, D. Carolina, que falecera 4 anos antes, já vinha o consumindo.

 Texto lido no programa QUE HISTÓRIA É ESSA? no dia 29 de setembro de 2010.

 Date Posted: 29 set 2010 @ 11 33 AM
Last Modified: 29 set 2010 @ 11 33 AM
Posted By: Biu Vicente
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02 de dezembro de 1870



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