O4 de agosto de 1578 – Os mouros vencem exército português em Alcácer-Quibir

 

Que História é essa

Hoje na História

 

04 de agosto de 1578:

Os mouros vencem o exército português na Batalha de Alcácer-Quibir, no Norte de África.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Aline Aline De Biase

aluna do 6º período de História.

 

A batalha de Álcacer – Quibir foi travada no norte do Marrocos, entre portugueses aliados ao exército do sultão Mulay Mohammed contra as tropas marroquinas de Mulai Moluco apoiadas pelos otomanos.  Essa batalha é conhecida no mundo árabe como “a batalha dos três reis”, pois os três soberanos envolvidos morreram e causou fortes consequências ao reino de Portugal. Entre elas está a origem de um mito messiânico português em torno da figura de D. Sebastião, que muito influenciou vários segmentos da sociedade portuguesa e é bastante sentida no nordeste brasileiro.

Dom Sebastião, rei de Portugal

Dom Sebastião, rei de Portugal

D. Sebastião I de Portugal foi rei da dinastia de Avis e subiu ao trono com 14 anos. Por conta de seu fervor religioso, D. Sebastião se julgava um capitão de Cristo que deveria empenhar-se em uma nova cruzada contra os mouros do norte africano. Assim, levado por esse anseio religioso e por questões econômicas que envolvia o comércio de ouro, gado, trigo, açúcar, no norte da África, que eram de interesse tanto a burguesia mercantil quanto a nobreza, D. Sebastião interfere em conflito dinástico que estava ocorrendo no Marrocos e decidiu auxiliar o sultão Mulay Mohammed a recuperar o trono marroquino que havia sido usurpado pelo seu tio Mulai Moluco.

Em 4 de agosto de 1578, em Alcácer´Quib, após 4 horas de batalha, o exército português aliado a Mulay Mohammed foi derrotado. Os três reis morreram, sendo que o corpo de D. Sebastião nunca foi encontrado. Além do rei, grande parte da nobreza portuguesa foi morta, entre eles vários Albuquerques da Capitania de Pernambuco.

Os resultados desse conflito foram catastróficos para Portugal, pois abalou profundamente as finanças do reino, além de causar uma crise dinástica, uma vez que D. Sebastião não deixara descendente. Essa situação permitiu que Felipe II da Espanha, apoiado por setores da nobreza portuguesa anexasse Portugal. Durante 60 anos Portugal e suas colônias passaram a ser parte do Império espanhol e esse período ficou conhecido na historiografia como a União Ibérica.

O desaparecimento do corpo de D. Sebastião e a submissão do reino português à Espanha deu origem ao sebastianismo, a crença de que o Rei estaria encantado e veria resgatar Portugal e impor um reino de justiça. O Sebastianismo português traduziu uma inconformidade da população com a situação política e social vigente, tendo uma expectativa de salvação, ainda que miraculosa, através da ressurreição ou aparecimento de D. Sebastião. O mito do sebastianismo e toda a sua religiosidade teve adeptos no Brasil, chegando a influenciar movimentos sociais no nordeste brasileiro.

 Date Posted: 04 ago 2010 @ 10 02 PM
Last Modified: 04 ago 2010 @ 10 02 PM
Posted By: Biu Vicente
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02 de dezembro de 1870



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