12 de maio de 1951 – A Bomba de Hidrogênio

 

Hoje na História

12 de maio de 1951:

Os Estados Unidos testam nas Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, a primeira bomba de Hidrogênio.

 

                                                                                                                                

Aline De Biase

                                                                             aluna do 5º período de História,

bolsista Pro-Ext.

 

 

  No final da Segunda Guerra Mundial, os EUA deram uma demonstração do seu poder no mundo, através dos ataques nucleares às cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Para os EUA, esse ato de barbárie que testou uma nova forma devastadora de matar, representou o aceleramento do fim da Segunda Grande Guerra, que segundo eles, se tivesse tido continuidade iria causar mais desastres. Entretanto, as 140 mil mortes em Hiroshima e cerca de 80 mil em Nagasaki, não foram suficientes para frear os posteriores testes norte-americanos, e outros países, com bombas nucleares e termonucleares a fim de expandir seu poderio com essas armas de alta destruição.

Hiroshima após a explosão

Hiroshima após a explosão

 

 Uma explosão nuclear de teste pode ser atmosférica, subterrânea ou subaquática, além de ser uma demonstração de poderio militar, geralmente é motivada pela necessidade de estudo científico do funcionamento e dos efeitos de um determinado tipo de arma nuclear. O primeiro teste atômico da História foi feito, pelos EUA, em 16 de julho de 1945. Já a primeira bomba de hidrogênio foi testada em 12 de maio de 1951, nas Ilhas Marshall, um arquipélago, no Oceano Pacífico, composto por 29 atóis e 3 ilhas.

  Diferente da bomba nuclear, que ocorre por fissão nuclear – ou seja, um processo que envolve a quebra do núcleo dos átomos, que ao se reduzir em núcleos menores liberam energia -, a bomba de Hidrogênio funciona através de um processo de fusão nuclear. Esse processo é baseado na fusão de pequenos núcleos a fim da liberação de energia, e para que isso ocorra, é necessária uma bomba atômica de fissão, para atingir a temperatura necessária para a fusão dos pequenos núcleos.

Trabalhadores assistindo a uma detonação termonuclear em testes no Pacífico, em 1° de janeiro de 1958

Trabalhadores assistindo a uma detonação termonuclear em testes no Pacífico, em 1° de janeiro de 1958

  É importante frisar, que a força da bomba de Hidrogênio é tão grande que para produzi-la é necessário uma bomba atômica. Essa bomba termonuclear chega a ser 750 vezes mais forte que qualquer bomba nuclear. A mais forte bomba de fusão testada, foi experimentada em 1961 pela URSS e tinha 5 mil vezes o poder explosivo da bomba de Hiroshima, e maior poder explosivo, multiplicado 10 vezes, que todas as bombas usadas na II Guerra Mundial somadas (incluindo as 2 bombas nucleares lançadas sobre o Japão).

  Os testes de Bombas nucleares até hoje causam polêmica no mundo. As nações que querem demonstrar poder investem significativamente nos estudos dessas armas nucleares. Entretanto é significativo os estudos atômicos pelas contribuições no setor de produção de energia. O medo de repetição dos desastres ocorridos no Japão ainda está presente e, sabe-se, que uma guerra baseada na explosão de armas atômicas, seria fatal para a humanidade.

 

Texto produzido para o programa QUE HISTÓRIA É ESSA, na Rádio Universitária 820AM, no dia 12 de maio de 2010.

 Date Posted: 11 mai 2010 @ 04 34 PM
Last Modified: 11 mai 2010 @ 04 34 PM
Posted By: Biu Vicente
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02 de dezembro de 1870



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