13 de janeiro de 1992 – Desculpas de ministro japonês

 

                                           HOJE NA HISTÓRIA

 

                                            13 de janeiro de 1992:

Ministro japonês pede desculpas às mulheres coreanas utilizadas como escravas sexuais, pelos japoneses, na Segunda Grande Guerra.

 

                                                                                                          Aline De Biase – aluna do 5º período de História, bolsista ProExt.

 

 A Segunda Grande Guerra foi marcada por crimes que diversas nações cometeram contra a humanidade. Entre as inúmeras barbaridades nesse conflito, destaca-se o caso das mulheres utilizadas como escravas sexuais pelos japoneses, as chamadas “mulheres de conforto”. Diferente do genocídio judaico, cometido pelos nazistas alemães, sempre relembrado historicamente, as atrocidades sofridas por essas mulheres, são, por vezes, negadas pelo governo japonês.

Em 1932, o Japão iniciou a construção do que foi designado de “estações de conforto”. A primeira estação foi montada em Xangai, na China. Outras foram espalhadas pelos territórios que compunham o Império Japonês. De 1932 a 1945, o Exército Imperial Japonês recrutou à força cerca de 200 mil mulheres – das quais mais de 100 mil eram coreanas – para servirem sexualmente aos seus soldados e oficiais nos fronts de guerra asiáticos.

 Por temer a proliferação de doenças venéreas, o Exército Imperial Japonês, tinha a preferência de recrutar virgens para o trabalho escravo e, por isso, muitas coreanas de 14 a 18 anos foram seqüestradas.

Muitas coreanas deixaram suas casas, pela ilusão da promessa de trabalhos em distantes fábricas japonesas. Ao chegarem às estações, as mulheres eram estupradas e submetidas ao contato sexual com vários soldados em um dia. Algumas chegavam a servir a mais de 30 homens por dia. Lee Mao Tao, uma sobrevivente, declarou certa vez em uma entrevista: “havia uma fila enorme de militares na frente de cada quarto. Havia tantos que eu não podia nem contar. Os soldados entravam, estupravam as mulheres e saíam para dar lugar aos outros. Vivemos assim durante vários anos”. Nas estações, muitas mulheres tentaram fugir, outras se suicidaram.

O governo japonês durante muito tempo negou a relação do exército com as “estações de conforto”, declarando ignorância das entidades governamentais da época, quanto ao regime de escravidão sexual ou até omitindo esse sistema dos manuais escolares japoneses.

Em 1992, o historiador Yoshiaki Yoshimi publicou artigo baseado em sua pesquisa nos arquivos do Instituto Nacional para Estudos de Defesa Japonês, afirmando que havia um vínculo direto entre instituições imperiais e as “estações de conforto”. Com a publicação dessa pesquisa, o primeiro-ministro Kiichi Miyazawa, durante uma viagem à Coréia do Sul, em janeiro de 1992 o reconheceu os fatos e pediu desculpas. Mas esse foi um pedido pessoal de desculpas. A partir desse ano, as mulheres sobreviventes, que sofreram com suas lembranças, além do medo de rejeição e estigma da sociedade coreana, reúnem-se semanalmente em frente à embaixada japonesa em Seul a fim de obterem pedido de desculpa oficial do governo japonês e reconhecimento dos sofrimentos vividos por todas elas.

 PS. Escrito para o programa QUE HISTÓRIA É ESSA de 13 de janeiro de 2010

 Date Posted: 12 jan 2010 @ 09 08 PM
Last Modified: 26 jan 2010 @ 08 15 PM
Posted By: Biu Vicente
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02 de dezembro de 1870



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