16 out 2012 @ 7:18 PM 
 

ANÁLISE DO LIVRO: A SOLIDÃO DOS MORIBUNDOS DE NORBERT ELIAS

 

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS

ANÁLISE DO LIVRO: A SOLIDÃO DOS MORIBUNDOS DE NORBERT ELIAS

CURSO: Bacharelado em História

PERÍODO: 2012.1

IDADE MODERNA E O PROCESSO CIVILIZADOR

Prof. Severino Vicente da Silva.

ALUNA: Ana Renata de Farias Santos.

Recife, 2012.

INTRODUÇÃO

No mundo, os homens e mulheres estão de passagem, na certeza de que a morte cedo ou tarde chegará.

A Solidão dos Moribundos seguido de “Envelhecer e Morrer”, obra de Norbert Elias constitui dois ensaios referente à morte e o tratamento para com os moribundos.

O primeiro ensaio; Elias aborda o processo civilizatório da sociedade e dos indivíduos e os modos através dos quais se instalam, em cada um, os sentimento de medo, constrangimento e embaraço em relação a tudo que lembre a finitude da vida biológica.

O segundo ensaio, Envelhecer e Morrer, é uma versão revista de uma conferência médica em 1983 e aborda com mais ênfase, o isolamento dos velhos e moribundos em asilos, hospitais e clínicas de saúde, tal análise deste ensaio não será dada neste trabalho, apenas será analisado A Solidão dos Moribundos.

Inicial a apresentação da abordagem do livro A Solidão dos Moribundos seguido de Envelhecer e Morrer do sociólogo alemão Norbert Elias, é necessário que se conheça um pouco mais sobre a vida, obras e pressupostos desse autor, infelizmente pouco conhecido entre nós como deveria. Desse modo, pode-se compreender sua contribuição à questão do envelhecimento, exclusão e morte a partir do contexto de sua abordagem e postulações.

Elias nasceu em Breslau (Alemanha), em 22 de junho de 1897. Filho único de Hermann Elias e Sophie Elias serviu ao Exército em 1915 durante a 1ª Guerra Mundial. Depois estudou Medicina, Filosofia e Psicologia em sua cidade natal, Freiburg e Heidelberg. Em 1924, defendeu sua tese de Ph.D. na Alemanha. Nos anos 30, trabalhou com Alfred Weber (irmão de Max Weber) e com Karl Mannheim. Desse último, foi assistente quando ensinava Sociologia em Frankfurt. Sendo sua família judia, Elias teve que fugir da perseguição nazista, refugiando-se na França e na Inglaterra. Seu pai faleceu em 1940 e sua mãe foi vítima de um dos campos de concentração de Auschwitz por volta de 1941.

Elias publicou sua primeira obra intitulada “O processo civilizador” em 1939, mas essa na época foi recebida com pouca atenção. Na verdade, ele só obteve reconhecimento acadêmico e público aos setenta e dois anos de idade. Nesse livro, Norbert estabelece relações entre a constituição do Estado e a formação da consciência e autocontrole individuais, explicitando como a sociedade transforma ao longo de seu desenvolvimento, a coação externa em auto coação.

O sociólogo alemão foi um dos principais precursores da chamada “Sociologia Figuracional”, através da qual se estuda as relações humanas de forma processual (macrossocial e micro). O sentido figuracional é usado para ilustrar redes de interdependência entre indivíduos e a distribuição de poder nas mesmas.

Elias espalhou suas ideias em Leicester (Inglaterra) e depois Gana (África). Ao viajar por diversos países como: Alemanha, França, Estados Unidos ele expôs seus pressupostos. Já com a idade um pouco avançada fixa residência em Amsterdã, tornando-se professor visitante de diversas universidades alemãs e holandesas. Elias vem a falecer em 1ª de agosto de 1990, aos 93 anos de idade, vítima do processo biológico humano A morte, a tão falada por si.

O sociólogo alemão realiza o que propõe ao final de seu livro: falar abertamente sobre a morte. Para ele “a morte não é terrível. Passa-se ao sono e o mundo desaparece, mas o que pode ser terrível na atualidade é a dor dos moribundos.” (…) (ELIAS, 1982: p-76).

O autor demonstra mais uma vez como já havia feito com a corte, a etiqueta, com os comportamentos e as mentalidades que a sociedade é constituída por um conjunto de relações e que a experiência da morte varia de sociedade para sociedade.

A Solidão dos Moribundos obra de Norbert Elias como foi dito anteriormente. Foi escrito pela primeira vez na Alemanha em 1982, toda essa obra foi construída através de uma perspectiva histórica e social comparativa. Elias considera que somos hoje muito mais sensíveis ao sofrimento e a exposição da morte do que na Antiguidade ou na Idade Média. Pois, a existência de um espaço de identificação social maior que noutros tempos históricos é, para Norbert, a explicação desta partilha do sofrimento alheio.

Elias aponta que todos os grupos sociais e sociedades criaram ideias/imagens específicas e rituais correspondentes sobre a morte, que se tornam um dos aspectos do processo de socialização, pois ideias e ritos comuns unem pessoas e grupos. Sendo assim, a morte, seus significados e o tratamento dado a aqueles que estão à beira da morte constituem parte de uma problemática relacionada à estrutura dos grupos e do tipo específico de coerção a que os indivíduos estão exposto.

“A morte é um problema dos vivos. Os mortos não tem problemas. Entre as muitas criaturas que morrem na terra, a morte constitui um problema só para os humanos.” (…) (ELIAS,1982:p-10).

A morte é o destino certo de toda criatura viva, porém a colocamos dentro de um dos aspectos da condição humana, porque é o único ente que, ao pensá-la, percebe-a como um problema. Pois, como disse Norbert Elias: “Na verdade não é a morte, mas o conhecimento da morte que cria problemas para os seres humanos.” (ELIAS,1982:p-11).

A consciência que o ser humano tem da sua finitude, correspondeu à atitude de proteção contra o aniquilamento tomada durante milênios pelos grupos humanos; tornando-se sua função central.  Há variadas maneiras de lidar com a ideia da finitude da vida: pode-se evitar a ideia da morte através da mitologização do final da vida, através do afastamento de nós o quanto possível; encobrindo e reprimindo a ideia desejada, evitar a ideia da morte assumindo uma crença inabalável na sua imortalidade ou encará-la como um fato da existência e ajustar a vida diante dessa realidade. Para Norbert Elias, não há atualmente uma busca de ajuda em sistemas de crenças sobrenaturais para afastar do indivíduo a ideia da morte de forma tão forte como era antigamente, mas há uma tendência à crença na imortalidade e ao afastamento da ideia da morte. De certa forma transferiu-se para sistemas seculares de crenças, pois comparada a outros momentos históricos, a expectativa de vida tornou-se mais elevada, através dos avanços da medicina, da prevenção e do tratamento das doenças. Desta forma, a vida tornou-se mais previsível, exigindo maior grau de antecipação e de autocontrole.

Diferentemente dos séculos anteriores, quando o espetáculo da morte fazia parte do ambiente familiar tido como corriqueiro, a morte passou a ser atualmente ocultada por trás dos bastidores da vida social. Os sentimentos e sua expressão se transformaram, a morte deixou de ser falada nas rodas de conversas, como era em outros tempos.

Elias faz um elogio à obra de Philippe Ariès (História da morte no Ocidente) afirmando ser instigante e bem documentada, mas se contrapõe ao mesmo, chegando a dizer que:

“Ariès entende a história puramente como descrição. Acumula imagens e mais imagens e assim, em amplas pinceladas, mostra a mudança total. Isso é bom e estimulante, mas não explica nada. A seleção de fato de Ariès se baseia numa opinião preconcebida. Ele tenta transmitir sua suposição de que antigamente as pessoas morriam serenas e calmas. É só no presente, postula que as coisas são diferentes. Num espírito romântico, Ariès olha com desconfiança para o presente inglório em nome de um passado melhor”. (…) (ELIAS, 1982: p-19).

Elias concorda com Ariès no que se refere à difusão e expressão social do tema da morte, como por exemplo, na literatura e na pintura. O fato de textos de outros tempos tratarem mais abertamente da morte, da sepultura, do aspecto e da composição dos cadáveres não significa um interesse mórbido pelo tema, mas uma sensibilidade distinta da atual. O autor considera que o historiador teria se limitado a uma historiografia descritiva, sem preocupação com a construção de um modelo teórico consistente.

Em comparação com o século XX, a morte era menos oculta, mais presente e familiar; o que não indica que fosse mais pacífica. O medo da morte foi intensificado especialmente no século XIV, com o crescimento das cidades e das epidemias; a violência era comum, a fome também. As pessoas temiam a morte. O que era diverso era o envolvimento de uns na morte dos outros; muitas vezes o que reconfortava os moribundos era a presença de outras pessoas ao seu redor, porém isto dependia das atitudes. Sem dúvida, a expressão em torno da morte era mais clara e frequente, o que não demonstra de modo algum o bom passado nem o mau presente, visão esta de Ariès.

No transcorrer de sua obra Norbert Elias apresenta e analisa o que ocorreu durante séculos para que eventos tais como as atitudes das pessoas em relação à morte e a própria maneira de morrer fossem transformados socialmente: o processo civilizador. No curso do impulso civilizador, iniciado a cerca de quinhentos anos, as atitudes sociais das pessoas sofreram mudanças. Uma atitude atual é características dessa transformação: o afastamento das crianças dos fatos da morte. Norbert vê tal atitude como uma indicação do processo de recalcamento da ideia da morte, seja no plano individual, seja no social. O encobrimento da morte na consciência humana é um processo antigo, a transformação ocorreu no que concerne à forma de ocultamento. Em tempos passados, fantasias coletivas constituíam o modo predominante no lidar com a ideia de morte. Com o processo de individualização ocorrido recentemente, fantasias pessoais de imortalidade tem preeminência sobre as coletivas.

Elias expõe baseando-se no poema de Hofmannswaldau do século XVII, a consciência coletiva através do indivíduo as atitudes referentes à morte, mostrando uma estrutura diferente de personalidade em relação a nossa, fatos referentes a morte não era visto com vergonha e repugnância; como é visto hoje, e a morte era tratada naturalmente.

(…) “Referências à morte, à sepultura e a todos os detalhes do que acontece aos seres humanos nessa situação não eram sujeitas a uma censura social estrita. A visão de corpos humanos em decomposição era lugar-comum. Todos, inclusive as crianças, sabiam como eram esses corpos; e, porque todos sabiam, podiam falar disso com relativa liberdade, na sociedade e na poesia”. (…) (ELIAS, 1982: p-30).

Ao longo de sua obra, Norbert Elias afirma que o embaraço ou o afastamento das pessoas para com os moribundos, proporciona uma falta de palavras para com aquele que esta prestes a morrer, nesse caso cabe as novas gerações utilizar-se de sua imaginação para criar palavras que exprima seu sentimento em relação ao que sofre, pois as palavras tradicionais usadas nesses momentos críticos já se tornaram caducas, e por muitas vezes é tida como insinceras.

O crescente tabu da civilização em relação à expressão de sentimentos sinceros bloqueiam falas e afetos das pessoas. Tal atitude isola ainda mais os moribundos, que esperam dos seus próximos um gesto de afeição para aliviar as suas dores.

O autor expõe a questão do silêncio dos vivos em relação aos mortos, silêncio esse gradual que envolve os moribundos e que permanecem até o fim. Silêncio que explicita o medo da morte e dos mortos por parte dos viventes, por isso que há uma exigência por solenidade nos funerais e uma reverência nos cemitérios com sentido de não perturbar a paz dos mortos.

Elias aborda a questão da existência dos mortos, chegando a dizer que (…) “Os mortos, porém, não existem. Ou só existem na memória dos vivos, presentes e futuros”. (…) (ELIAS, 1982: p-41). Expõe de uma maneira bem interessante que as realizações e criações feitas pelos mortos quando em vida só terá significação se o tribunal daqueles que ainda não nasceram considerar tais ações de importância para as demais gerações, caso contrário viverá apenas na memória dos viventes que compartilharam as ações dos mortos dantes vivos. Porém, se a recordação for rompida, ou extinguida o sentido de toda a sociedade estará comprometido, tudo o que era significativo para o povo e a mentalidade da sociedade demonstrada pelos indivíduos será perdida.

Para Norbert, não apenas a morte foi recalcada e sofreu transformações no decorrer do tempo, mas também a sexualidade. Do mesmo modo como o tema da morte é ocultado das crianças, a temática da vida sexual já foi ocultada. Para o autor, no século XX teria ocorrido um relaxamento dos tabus sexuais. A questão da sexualidade passou a ser tratada mais abertamente, sem embaraço e vergonha. A estratégia de manter em silêncio a sexualidade teria sido rompida e com isso a estratégia de repressão foi mudada.

Elias ao expor a questão da sexualidade faz uma analogia com a morte e afirma ser mais fácil falar da sexualidade do que à morte, citando como exemplo os estupradores.

(…) “Estupradores ou indivíduos sexualmente frustrados podem representar uma ameaça para os outros e para si mesmo, mas via de regra, não morrem disso – a vida continua. Comparada a essa ameaça, a da morte é total. A morte é o fim absoluto da pessoa. Assim, a maior resistência a sua desmitologização talvez corresponda à dimensão do temor experimentado” (…) (ELIAS, 1982: p-53).

Com essa citação o autor comprova sua ideia que não é a morte que desperta temor e terror, mas a imagem antecipada da morte. As fantasias criadas pelos indivíduos ante à morte, pois o morto não tem medo, nem temor para com a morte, pois jaz sem vida, sem imaginação ao contrário do vivo, que cria em sua mente diversas imagens em relação ao seu fim biológico.

O problema sociológico da morte torna-se mais claro através da compreensão das características das sociedades contemporâneas e das estruturas de personalidade associadas a elas. Nessas sociedades houve uma extensão da vida individual, uma expectativa de vida de cerca de setenta e cinco anos. Assim, a morte para um jovem é mais remota do que numa sociedade em que um homem de quarenta anos é um velho. Elias levanta a hipótese de que talvez houvesse menos acidentes de trânsito se as pessoas não se afastassem tanto da ideia de morte.

A segunda característica é a experiência da morte como estágio final de um processo natural ordenado, consequência direta de uma mudança nas concepções de uma natureza, ciência e medicina. A consciência atual da implacabilidade dos processos naturais é aliviada pelo conhecimento de que eles são e busca-se que sejam mais e mais controláveis. Hoje, mais do que nunca, esperamos e buscamos o adiamento da morte.

O grau relativamente alto de pacificação interna nessas sociedades seria a terceira característica. Assim, as pessoas ao tentarem visualizar o processo de morte, provavelmente imaginam uma morte pacífica na cama, resultante de doença e/ou do envelhecimento e de sua consequente decadência física.

A estrutura de personalidade dos indivíduos transforma-se, vinculada à organização social no qual estão inseridos.

A quarta característica é o alto grau de individualização, com a construção da autoimagem do homo clausus. O “mundo interno” é construído como se fosse separado do “mundo externo”.

Elias demonstra como esta é uma característica das sociedades contemporâneas, pois o “sentido é uma categoria social; o sujeito que lhe corresponde é uma pluralidade de pessoas interconectadas”. (…) (ELIAS, 1982: p-63). O sentido é construído social e historicamente, e a ilusão de que uma pessoa poderia ter um sentido exclusivamente seu é resultado de um permanente autocontrole e de um processo de individualização social. A resultante dessa equação pode conduzir a sentimentos de solidão e isolamento emocional. O autocontrole pode estar tão incorporado, de modo a gerar um bloqueio dos afetos e de impulsos espontâneos, o que pode variar dependendo da classe, gênero e geração. Deste modo, os moribundos, afastados da cena social, diante dos quais as pessoas se comportam com constrangimento também podem se sentir embaraçados com seu estado e posição. Podem tender ao isolamento ou, pela proximidade da morte, tentar uma aproximação em busca de um sentido de suas vidas, de suas relações e de suas mortes. A busca do sentido para um indivíduo é vinculada ao significado que sua própria vida adquiriu para os de suas relações, seja através de seu trabalho, comportamento ou de sua própria pessoa.

Na atualidade há movimentos de cuidados dos moribundos, como o alívio da dor e do desconforto físico.  Contudo, esses cuidados são realizados em hospitais regidos por normais, o que pode resultar num modo de assistência impessoal.

O processo da morte somente pode ser compartilhado até certo limite: se uma pessoa que está à morte sentir que deixou de ter significado para os outros, a solidão está configurada. A noção de solidão é ampla e manifesta-se de várias formas, como, por exemplo, na exclusão social, pessoas que vivem nas ruas das cidades, cujas existências são tomadas socialmente como sem significado. A dor e o sofrimento dos excluídos face à escassa possibilidade de identificação de outros com sua condição tornaram-se frequentes. Assim é “normal” que os jovens tenham dificuldade de se colocar no lugar dos mais velhos.

Portanto, “A morte não é terrível” (ELIAS, 1982: p-76). Difícil é para quem fica para aquele que sente a dor de ter perdido um ente querido, para aquele que aos poucos veem seu mundo definhando: os moribundos. É preciso que por mais difícil que seja tratar a morte sem mistério, descortinar o véu que permeia a morte, mas acima de tudo é mister dá amor ao próximo, o afeto e a compreensão. Pois mais cedo ou mais tarde, nós é que precisaremos, porque a morte vem para todos não importa a idade, sexo, posição, enfim um dia seremos velhos, moribundos e mortos.

CONCLUSÃO

Encobrir a morte da consciência é reconhece Norbert Elias, uma tendência muito antiga na história da humanidade, todavia, mudaram os modos usados para esse encobrimento. Se antes, as pessoas recorriam com mais paixão e intensidade a ideia da continuidade da vida em outro lugar-fantasia coletiva ainda vigente atualmente, os avanços científicos que permitem o prolongamento da vida e a possibilidade de institucionalizar os cuidados com os moribundos, são as formas mais comuns para encobrir o processo de morrer.

Elias nos leva a refletir sobre os vários terrores que envolvem o fato de morrer ressalvando, no entanto, que o constrangimento social e a áurea de desconforto que frequentemente cerca a esfera da morte em nossos dias são de pouca serventia para uma mudança de valores a atitudes frente à questão. Como o próprio autor reconhece ainda não se sabe uma maneira de assegurar as pessoas uma morte fácil e pacífica, porém existem alguns meios para se mudar a atitude frente à morte: a amizade e solidariedade dos vivos e “o sentimento dos moribundos de que não causam embaraço aos vivos”. (…) (ELIAS, 1982: p-77).

REFERÊNCIAS

Efdeporte.com. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd75/elias.htm. Acesso em: 01 agosto. 2012.

ELIAS, Norbert. A Solidão dos Moribundos Seguido de Envelhecer e Morrer. Rio de Janeiro/RJ; Jorge Zahar, 2001.

Physis: Revista de Saúde Coletiva. Disponível em: Physis: Revista de Saúde Coletiva. Acesso em: 01 agosto. 2012.

Universidade Estadual de Londrina. Disponível em: http://www.uel.br/ccb/psicologia/revista/textov2n14.htm Acesso em: 01 agosto. 2012.

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Posted By: Biu Vicente
Last Edit: 16 out 2012 @ 07 18 PM

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02 de dezembro de 1870



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