06 dez 2010 @ 9:17 AM 
 

“Alianças Políticas Em Pernambuco: A(S) Frentes(S) Do Recife (1955-1964)”, de Taciana Mendonça Santos

 

 

Resumo: “Alianças Políticas Em Pernambuco: A(S) Frentes(S) Do Recife (1955-1964)”, de Taciana Mendonça Santos

Airton de Souza Melo

  

Resumo apresentado como requisito parcial para aprovação na disciplina História da Cultura Brasileira: Leitura Dirigida: História Cultural do Nordeste, ministrada pelo prof. Dr. Severino Vicente da Silva do Programa de Pós-Graduação em História do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Pernambuco.

 

 

  

Recife, novembro de 2010.

 

A Frente do Recife foi uma aliança interpartidária formada em 1955, para a realização de eleições municipais no Recife e que, ao longo das campanhas obteve contínuas vitórias na disputa de cargos. As idéias nacionalistas era um dos principais pontos de união entre os partidos da frente assim como a forma de enfrentar o Partido Social Democrata (PSD), a principal força política dentro de Pernambuco.

O objetivo da dissertação é defender a idéia que, ao renegociar a participação de cada partido, a aliança passava por um processo de reformulação, compreendendo que cada nova formulação era uma aliança especifica, pois a cada aliança os novos partidos e novas idéias eram levadas em conta para a realização da frente nos períodos de eleições.

Para alcançar o objetivo pretendido, Santos analisa a historiografia sobre o tema, o jornal Diário de Pernambuco, Jornal do Comércio, tabelas eleitorais e documentos dos grupos políticos. A partir dessa metodologia que Santos levanta a hipótese que houve “Frentes do Recife”, e consegue defende-la.

Na introdução da dissertação é apresentado o quadro político dos anos 1950, que motivou para as eleições municipais do Recife em 1955, a formação da primeira Frente do recife com a participação dos Partidos PSB, PTB e PCB, mesmo este ultimo estando ilegal seus militantes participavam ativamente da política brasileira. Alem disso explica como foram divididos os capítulos.

O trabalho esta dividido em três capítulos mais as considerações finais. O primeiro capítulo intitulado “Construindo a Frente do Recife – Trajetória política e historiográfica”, o segundo capítulo “Edificando uma estrutura democrática – o universo das leis”, o terceiro capítulo intitulado “A conquista do poder e os desafios da transição”.

No primeiro capítulo: Construindo a Frente do Recife – Trajetória política e historiográfica, Santos descreve as negociações ocorridas antes de cada campanha eleitoral entre 1955 – 1963 e analisando os partidos que comportam cada frente do Recife. Explica que a Frente do Recife não foi um fenômeno único o país, mas ocorreram alianças semelhantes em outros estados.

Nas eleições de 1958, a Frente do Recife (PCB, PSB e PTB) tem a concentração dos votos da capital, mas o agreste e o sertão eram redutos do PSD. No entanto a “esquerda dissidente” do PSD forma aliança para lançar como candidatos a governador e vice Cid Sampaio e Pelópidas Silveira, pela Frente do Recife. Com isso é analisado que a frente vai sofrendo novas composições e também há rupturas com a saída de partidos que não voltam a participar da frente em futuras eleições. Nas eleições municipais de 1959, Miguel Arraes (PST) o candidato da Frente do Recife foi eleito. Na mesma eleição o PTB não apoiou a Frente e lançou candidato.

Ainda no primeiro capítulo é feita a analise historiográfica das principais obras a cerca da Frente do Recife, onde Santos analisa cada uma das obras dialogando com seu objetivo que é provar que existiram “Frentes do Recife”. A partir da analise da historiografia sobre o tema a autora defende a idéia que a criação e consolidação de uma frente oposicionista seriam fruto de um amplo desejo de reformas sociais, sustentado por vários setores da sociedade. Pernambuco comunga com fatores comuns a outras regiões.

O segundo capítulo intitulado “Edificando uma estrutura democrática – o universo das leis” apresenta e analisa como foram feitas as leis democráticas e suas implicações no período proposto pela autora. O caráter aparente da constituição que dividia os poderes para funcionar democraticamente. O capítulo vai destacar a lei Agamenon Magalhães de 1945, que recriou a justiça eleitoral no Brasil, regulando o alistamento eleitoral e as eleições.

No terceiro capítulo, A conquista do poder e os desafios da transição, a autora estuda os acordos e desacordos durante o período de mandatos de representantes das frentes do Recife. A importância do poder judiciário junto às disputas políticas. Ainda no terceiro capítulo, Santos explica acontecimentos políticos que marcaram o período das Frentes do Recife como o “causo dos gatos” e a “batalha da acumulação”.

Nas considerações finais a autora afirma que, embora coligados nas Frentes do recife, os partidos defendiam seus próprios interesses, pois tinham uma composição diversa. E a partir de sua analise historiográfica e das fontes afirma comprovar que no estado de Pernambuco houve Frentes do Recife, que a cada eleição se reformulava com ideais diferentes de acordo com os partidos e forças participantes.

 

 

Referência Bibliográfica

 

SANTOS, Taciana Mendonça. Alianças Políticas: A(s) Frente(s) do Recife (1955-1964). Recife: UFPE, Dissertação de Mestrado, 2008.

Tags Categories: Sem categoria Posted By: Biu Vicente
Last Edit: 06 dez 2010 @ 09 17 AM

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