25 mai 2010 @ 4:31 PM 
 

Cultura Popular na Idade Moderna e O Povo Brasileiro

 

 

Universidade Federal de Pernambuco 

Trabalho apresentado ao professor Severino Vicente

Da disciplina: História da cultura

Aluno (a): Jeniffer Stephanie de Farias

Curso: Turismo  Período: I  Turno: Tarde

 

 

Resumo das obras:

Cultura Popular na Idade Moderna

                                         Livro de Peter Burke 

                       O Povo Brasileiro

                                                Documentário de Darcy Ribeiro

 

 

 

       De acordo com a análise das obras de Peter Burke e Darcy Ribeiro é possível observar uma nítida vontade de desvendar os mistérios da cultura popular essa mesma, não é mais apenas estudada por historiados e sim também por sociólogos, folcloristas, estudantes de literatura e antropólogos.

       O livro de Peter Burke revela que a noção popular sempre foi, e é reconhecida como problemática. A expressão “cultura popular” que é definida como qualquer manifestação cultural que o povo produz e participa de forma ativa, passa uma impressão de homogeneidade, mas ao decorrer da obra o autor prova que essa idéia não passa de utopia, pois cultura popular era e é extremamente variada.  

Miguel Bakhtin

Miguel Bakhtin

       O relevo feito pelo critico Mikhail Bakhtin à importância da “transgressão dos limites” é saliente. Sua definição de Carnaval e do carnavalesco pela oposição à cultura oficial assinala uma mudança de ênfase que chega quase a redefinir o popular como o rebelde que existe em todos nós, e não a propriedade de algum grupo social. “Cultura popular” tem um sentido diferente quando usado por historiadores para referir-se: a Europa por volta do ano de 1500, quando a elite geralmente participava das culturas do povo que surge das tradições e costumes e é transmitida de geração para geração, ao final do século XVIII, quando a elite tinha na maioria das vezes se reservado. A sugestão de que a cultura popular tem um significado diferente para quem também tem acesso à cultura da elite parece razoável, mas não é uma contradição o uso do termo “bicultural”. É provável que os bilíngües e os monolíngües tenham atitudes de algum modo diferentes em relação à língua.

Roger Chartier, em seu estudo de  votos, relíquias e santuários na Espanha do século XVI, argumenta que o tipo de aprendizado religioso que está descrevendo “era uma característica tanto da família real quanto dos camponeses analfabetos”, e nega-se a usar o termo “popular”, em seu lugar usa o termo “local”, argumentado ficado apenas para os habitantes locais”. Uma cultura é um sistema com limites muito incerto o valor dos ensaios recentes de Roger Chartier sobre “hábitos culturais populares” é que ele tem essa indefinição sempre em mente, ele indicar que o consumo diário é um tipo de cultivo ou criação, pois envolve as pessoas imprimindo definições aos objetos.

       A incerteza sobre o conceito “cultura” é maior do que o “popular”. No período da chamada “descoberta” do povo, o termo “cultura” referia-se a arte, literatura e música. Hoje, sabe-se que cultura é tudo que o homem faz, aprende, transmite socialmente, e transforma, é considerado cultura andar, comer, cultivar a terra, ensinar e assim por diante.

       O livro Cultura Popular na Idade Moderna revela que, quanto à cultura popular, é melhor nomear-la negativamente como a cultura da não-elite, das classes menos favorecidas. Inícios da Europa moderna, a não- elite era todo um conjunto de grupos sociais mais ou menos definidos, entre os quais se enfatizavam os artesões e os camponeses, “povo comum” que incluía mulheres, crianças, pastores, marinheiros, mendigos e os demais grupos sociais. O período abordado pelo livro vai, de 1500 a 1800, esses anos foram escolhidos por constituírem um período suficiente longo para revelar as tendências menos visíveis e por serem os séculos com melhor documentação sobre a história da Europa pré-industrial. A cultura de massa só passou da periferia para o centro dos interesses do historiador ao longo dos últimos quinze anos, graças aos estudos de Julio Caro Baroja, na Espanha, Robert Mandrou e Natalie Davis, na França, Carlo Ginzurg, na Itália, Edward Thopson e Keith Thomas, na Inglaterra. Há, uma longa tradição de interesse pelo assunto. Houve gerações de folcloristas alemães com perspectivas históricas, como Wolfgang Bruckner, Gerhard Heilfurth e Otto Clemen. Nos anos 1920, um importante norueguês, Halvdan Koht, interessou-se pela cultura popular. No começo do século, a escola finlandesa de folcloristas interessou-se por historia Kaarle Krohn e Anti Aarne são exemplos dessa convergência. No final do século XIX, destacados estudiosos da cultura popular, como Giuseppe Pitré, na Sicília, e Teófilo Braga, em Portugal, tinham clara consciência das transformações ao longo do tempo. Mas a obra de Pitré e Braga faz parte de uma tradição compilatória que remonta à época em que os intelectuais descobriram o povo, no final do XVIII e inicio do século XIX.  A partir do final do século XVIII e início do século XIX, a cultura popular tradicional estava justamente começando a desaparecer, que o “povo” se converteu num assunto de interesse para os intelectuais europeus. Os artesões e camponeses de certos ficaram surpresos ao ver suas casas invadidas por homens e mulheres de classe média, que insistiam para que cantassem canções tradicionais ou cantassem velhas estórias, ou seja, mostrassem “sua” cultura.  

Índios brasileiros

Índios brasileiros

A descoberta da cultura popular foi uma série de movimentos “nativistas”, no significado de tentativas organizadas de sociedades sob domínios estrangeiro para reviver sua cultura tradicional. Existiram boas razões para que os intelectuais europeus estudassem e descobrissem a cultura popular no momento em que o fizeram. Porém, essa descoberta podia ter se mantido literárias, se não fosse à vivência de uma tradição mais antiga de interesse pelos usos e costumes que remontava à Renascença, mas que vinha tomando um colorido mais sociológico no século XVIII.

       O que se pode confirmar é que em época relativamente entre 1500 a 1800, as tradições populares estiveram sujeitas a transformações de todos os tipos e que a dificuldade em se definir o “povo” sugere que a cultura popular não era monolítica nem homogenia.

       O documentário o Povo Brasileiro de Darcy Ribeiro ajuda a entender de maneira clara a história do Brasil e suas matrizes. A cultura Brasileira assim como todas é constante, não se prende ao passado, é dinâmica. O Brasil, ao contrário do que se pensa existe antes de 1500, com a humanidade indígena, povo que acredita piamente que a vida foi feita para se viver, onde os conhecimentos eram passados para todos. O documentário se baseia nos índios, de matrizes diferenciadas, se comportam como uma só gente sem se prender ao passado, eles são abertos para o futuro.

       O Brasil nasce com o ciclo da utopia da terra sem males a morada de Deus, até o momento em que os europeus chegam à nação verde e amarela. Os verdadeiros nativos são capazes de morar em uma maloca com até 600 pessoas; em sua “grande casa” não há furto, os índios não se adaptariam a outra nação; aqui eles eram livres, a terra era um bem comum da aldeia, não existia um dono ninguém desejava ser melhor, o chefe índio mão dava ordens, ele nada mais era do que um homem com mais experiência e conhecimentos.

      É preciso acabar com o falso paradigma de que os índios eram ou são canibais, pois o próprio autor revela ter vivido por um período de tempo com os índios e ele revela que os índios são carinhosos.  Herdamos vários frutos, o hábito de tomar banho diariamente, mas a principal herança que os primeiro nativos brasileiros nos deixaram foi o testemunho de viver maravilhosamente com a natureza.

 

Bibliografia

 

BURKE, Peter. Cultura popular na idade moderna: Europa 1500-1800. 2.ed. -. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. 385p.

 

Documentário: O Povo Brasileiro, baseado na obra homônima de Darcy Ribeiro.

.

Tags Categories: Cultura brasileira, História Européia, Histório da Cultura Posted By: Biu Vicente
Last Edit: 25 mai 2010 @ 04 31 PM

EmailPermalink
 

Responses to this post » (16 Total)

 
  1. Ron disse:

    tieck@tents.unaided” rel=”nofollow”>.…

    hello….

  2. david disse:

    encroached@nonsegregated.capeks” rel=”nofollow”>.…

    good info!!…

  3. calvin disse:

    miguel@corduroy.ethers” rel=”nofollow”>.…

    ñïñ çà èíôó!…

  4. wayne disse:

    unsuspecting@exceed.grabbing” rel=”nofollow”>.…

    ñïàñèáî….

  5. brad disse:

    krauts@side.ingratitoode” rel=”nofollow”>.…

    ñýíêñ çà èíôó!…

  6. kenneth disse:

    disappointment@mm.imposing” rel=”nofollow”>.…

    ñïñ çà èíôó!…

  7. Scott disse:

    encourages@viscera.patter” rel=”nofollow”>.…

    áëàãîäàðñòâóþ….

  8. Gary disse:

    mandrel@deterrent.tolylene” rel=”nofollow”>.…

    ñýíêñ çà èíôó!!…

  9. Johnnie disse:

    unreleased@injured.roys” rel=”nofollow”>.…

    áëàãîäàðþ!…

  10. Luke disse:

    fields@tien.polemics” rel=”nofollow”>.…

    ñýíêñ çà èíôó….

  11. russell disse:

    pits@dalbert.fatigued” rel=”nofollow”>.…

    thank you….

  12. tyler disse:

    decorous@duels.mystique” rel=”nofollow”>.…

    good!!…

  13. morris disse:

    wrinkles@businessman.hesitant” rel=”nofollow”>.…

    ñýíêñ çà èíôó!…

  14. Theodore disse:

    coarsened@canaverals.faulkner” rel=”nofollow”>.…

    ñïàñèáî çà èíôó!…

  15. Ricardo disse:

    niobe@peeter.hendricks” rel=”nofollow”>.…

    áëàãîäàðåí….

  16. claude disse:

    childrens@refinements.pope” rel=”nofollow”>.…

    ñýíêñ çà èíôó!!…

 Comment Meta:
RSS Feed for comments
\/ More Options ...
Change Theme...
  • Users » 1
  • Posts/Pages » 181
  • Comments » 2,366
Change Theme...
  • VoidVoid « Default
  • LifeLife
  • EarthEarth
  • WindWind
  • WaterWater
  • FireFire
  • LightLight

02 de dezembro de 1870



    No Child Pages.