14 jul 2010 @ 11:34 AM 

O Povo Brasileiro é uma obra do antropólogo Darcy Ribeiro, lançada em 1995, que aborda a história da formação do povo brasileiro. O autor fala sobre a nossa descendência dos índios que sofreram com a chegada dos colonizadores da terra que era como um tesouro para eles, pois lhes dava o que comer sempre, lhes dava água para beber e sombra para repousar.

Preparando a mandioca - Rugendas

Preparando a mandioca - Rugendas

Darcy trabalha com a tese de que o brasileiro é um povo novo, porque surge como uma etnia nacional, diferenciada de suas origens, única pela singularidade dos traços culturais e dinamizada por uma cultura que seguia várias doutrinas devido à grande mestiçagem. Um povo que se vê e que é visto como gente nova, diferente de todos os já conhecidos. Que possui uma alegria e espantosa receptividade que, num povo tão sacrificado, anima e comove todos os brasileiros. Darcy fala sobre as diferenças entre os índios e os seus colonizadores, não só fisicamente, mas sobre o que pensavam, o que faziam e como encaravam a vida e o que estava acontecendo. O autor comenta em seguida sobre os diferentes povos que começavam a se formar: os caboclos, os crioulos, os povos do sul, formados por estrangeiros mostrando essa diversidade que caracteriza o Brasil até hoje. 

 
Fazendo uma análise sobre o texto, apesar de tantas coisas terem dado errado na formação do país, apesar de não ter aproveitado todo o potencial que a colônia tinha para se transformar na mais desenvolvida do mundo e auto-sustentável, pode-se dizer que houve aspectos positivos. O Brasil é um dos únicos países cuja língua e a cultura são homogêneas, hoje é um dos países mais integrados socialmente em todo o mundo, um povo que está aberto a novas idéias e quer interagir cada vez mais com outros povos, expondo sua beleza, sua receptividade e toda a riqueza natural e cultural que o mundo pode querer conhecer.                                                                                      

 O livro de Peter Burke, CULTURA POPULAR NA IDADE MODERNA, foi escrito em 1989 fala sobre o início da sociedade na Europa moderna e trata o assunto de uma forma muito atual. Burke é contra o uso do termo ’cultura popular’ e diz que seria melhor usá-lo no plural ou tratá-lo como ‘cultura das classes populares’. O autor exemplifica a cultura ‘alta’, como sendo a cultura da alta camada da sociedade, e a cultura ‘popular’, como cantigas aprendidas na infância, festas como o Carnaval e contos, ouvidos e retransmitidos por todos.

Índios - tela de rugendas

Índios - tela de rugendas

 O autor coloca com todo o cuidado os problemas conceituais, o contexto político e as dificuldades metodológicas de qualquer estudo deste gênero, que tem de encobrir a ausência de testemunhos diretos com abordagens dissimuladas. Com erudição, exemplifica também sua feitura: explicita os valores e atitudes de artesãos e camponeses, revela seu conteúdo contestatório e os esforços doutrinadores da elite, que, contraditoriamente, resultaram na separação das culturas, no seio de uma mesma sociedade.                                                                                          

 Cada autor trata a cultura de um modo diferente e interpreta à sua maneira os acontecimentos que deram origem a ela. Ambos nos ajudam a enxergar tudo o que cada povo pode nos ensinar, independente da classe social, pois há sempre um aprendizado, e nos ensina a quebrar o preconceito e impulsiona a aceitar as tradições nacionais, buscando conhecê-las antes de fazer qualquer comentário a respeito delas.
 
Victória Corrêa da Cunha

Tags Categories: Sem categoria Posted By: Biu Vicente
Last Edit: 14 jul 2010 @ 11 34 AM

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02 de dezembro de 1870



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