31 mai 2010 @ 1:30 PM 

 

Universidade Federal de Pernambuco

Atividade apresentada ao professor Severino Vicente

da disciplina História da Cultura

do Primeiro período do curso de turismo.

 Tatiana Patrícia de Lima Silva

Victor Webster Barbosa Araújo

Recife-Pe

Maio-2010

 

 

 

 

A definição de cultura é de suma importância para realização de qualquer comentário sobre nosso estudo da História da Cultura. Segundo Peter Burke, cultura é um sistema de significados, atitudes e valores partilhados e as formas simbólicas (apresentações, objetos artesanais) em que eles são expressos ou encarnados. Logo, conclui-se que cultura é tudo o que fazemos, aprendemos, transmitimos e transformamos. Nós homens, seres humanos, somos os únicos seres capazes de produzir cultura, pois, apesar de sermos incompletos e não termos nenhuma especialização (nadadeira para nadar, asas para voar, membros inferiores resistentes para correr, etc.), possuímos algumas características, como cintura escapular que favorece a postura ereta do corpo e visão estereoscópica, e outras que nos dão condições de produzir cultura.

Outro conceito de cultura é o de cultura popular, a cultura do povo, da não-elite, segundo Peter Burke escreveu em seu livro “Cultura Popular na Idade Moderna”. Burke coloca a necessidade de se pensar nos artesãos e camponeses dos inícios da Europa Moderna a partir de um mundo totalmente diferente do atual, sem conceitos e valores contemporâneos; conselho esse, aliás, relacionado ao tratamento da sociedade colonial. É evidente que ele apresenta sua hipótese, a de que a cultura popular, nos inícios do período moderno, não era estranha à minoria culta da ocidentalidade européia, essa a tinha como uma espécie de segunda tradição. Em outras palavras, tanto a maioria da população quanto sua pequena parcela erudita compartilhava de uma cultura comum. Percebe-se por essa leitura que até pelo menos a primeira metade do século XVII, as elites participavam das festas de rua e carnaval, juntamente com os grupos menos favorecidos. Isto significa dizer que ao longo dos tempos modernos, a Renascença, as Reformas Religiosas, a Revolução Científica e a Ilustração fizeram com que a cultura erudita se transformasse, ao passo que entre pequenas e grandes tradições, uma imensa distância foi estabelecida.

João e Maria, cultura alemã em porcelana alemã João e Maria, cultura alemã em porcelana alemã

No século XIX, a cultura tradicional se transforma em folclore. Na realidade, as elites intelectuais redescobrem a cultura popular no século XIX, a partir da perspectiva do folclore. Como causa, ou conseqüência de tais transformações, Burke afirma que a reforma Tridentina, assim como as reformas protestantes de um modo geral, reformularam a religiosidade popular na Europa a partir do século XVI, visando mudar suas extravagâncias carnavalescas e exterioridades.

Em relação a isso, Burke entende que o significado do conceito está em função da hierarquia das classes sociais, entre a classe da elite e a classe da não-elite. Assim, a cultura popular seria como uma cultura não oficial, como a cultura da não-elite, das classes subalternas; do outro lado, a cultura oficial pertenceria à elite. Então, para o autor, tal definição chamaria a necessidade de analisar a sociedade, decompondo-a em classes, para, então, entender quem é o “povo comum” detentor da cultura popular.

E não podemos falar de cultura e não falar da nossa cultura, a cultura

Darcy Ribeiro com fardão da Academia Brasileira de Letras Darcy Ribeiro com fardão da Academia Brasileira de Letras

 brasileira, rica, mestiça e única. E que segundo Darcy Ribeiro a nossa cultura é sustentada por pilares: as matrizes que compuseram o nosso povo, as proporções que essa mistura tomou em nosso país, as condições ambientais em que ela ocorreu, e os objetivos de vida e produção assumidos por cada uma dessas matrizes. Darcy Ribeiro nos faz refletir sobre nossa formação e nos envia às nossas origens, à história que como brasileiros fomos construindo. A realidade com a qual nos deparamos traz reflexões e pontos de vista oriundos de outros contextos que, para a nossa formação histórica, não são suficientes para nos explicar como povo. Retomando nossa história, Darcy começa a descrever como foi acontecendo a gestação do Brasil e dos brasileiros como povo. Nessa reconstituição ele enfatiza a confluência, ou seja, fala da união ocorrida entre portugueses, índios e negros, matrizes étnicas do brasileiro. Um povo novo que, no dizer de Darcy, se enfrenta e se funde, fazendo surgir, “num novo modelo de estruturação societária”. Para ele, essa mestiçagem fez nascer um novo gênero humano. Nova gente, mestiça na carne e no espírito.

Ao contrário do que se podia imaginar, um conjunto tão variado de matrizes formadoras não resultou num conjunto multiétnico. Diz:

… apesar de sobreviverem na fisionomia somática e no espírito dos brasileiros os signos de sua múltipla ancestralidade, não se diferenciaram em antagônicas minorias raciais, culturais ou regionais, vinculadas a lealdades étnicas próprias e disputantes de autonomia frente à nação.

Com pequena exceção a grupos que sobrevivem de maneira isolada, que mantendo seus costumes, mas que, segundo Darcy, não podem afetar a macro-etnia em que se encontram. Dessa unidade étnica básica, ele não quer propor uma uniformidade entre os brasileiros, ele esclarece está questão distinguindo três forças diversificadoras: a ecológica, a econômica e a imigração. Estas formam os fatores que tornaram presente os diferentes modos de ser dos brasileiros, espalhados nas diversas regiões do território brasileiro.

Propõe assim que, apesar das diferentes matrizes racionais nas quais se formaram os brasileiros, também por questões culturais e por situações regionais, “os brasileiros se sabem, se sentem e se comportam como uma só gente, pertencente a uma mesma etnia”. Formamos uma etnia nacional única, um só “povo incorporado”.

Para Darcy formamos a maior presença neolatina no mundo. Somos uma “nova Roma”. Segundo ele, melhor, porque racialmente lavada em sangue índio, em sangue negro. Esta nossa singularidade nos condena a nos inventarmos a nós mesmos e desafiados a construir uma sociedade inspirada na propensão indígena para o convívio cordial e para a reciprocidade e a alegria saudável do negro, extremamente alternativa.

 

 

 

Bibliografia

 

Burke, Peter. Cultura Popular na Idade Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

Documentário O Povo Brasileiro, baseado na obra de Darcy Ribeiro.

Sites:

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070521123958AA1eFMY

http://pt.shvoong.com/social-sciences/1625257-povo-brasileiro/

http://pensamentosfugazes.blogspot.com/2009/02/o-povo-brasileiro-de-darcy-ribeiro.html

http://www.pedromundim.net/PovoBras.htm

http://www.midiaindependente.org/pt/red/2007/08/389559.shtml

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 27 mai 2010 @ 9:26 AM 

Universidade Federal de Pernambuco

Departamento de Hotelaria e Turismo

Curso de Turismo

Primeiro Período

História da Cultura

Professor Severino Vicente da Silva

Aluna Iris Fernanda
 
1. Texto: Cultura Popular na Idade Moderna
 No texto Cultura Popular na Idade Moderna de Peter Burke, inicia mostrando todo o contexto do que é ‘cultura popular’ e define primeiramente como sendo a cultura do “povo” (o folk). Expõe os valores díspares dos artesãos e camponeses no início da Europa Moderna.No desenrolar do texto ele também mostra sua tese de que  cultura popular não ficou restrita apenas as classes subalternas mas sim também na elite como sua segunda tradição. Sendo assim tanto a pequena parcela erudita quanto a grande massa da população partilhavam de uma cultura popular comum.
Com o passar da idade moderna e as grandes mudanças a cultura erudita se modificou deixando assim um enorme espaço entre as duas culturas. Essa tal segunda cultura era algo tão diferente que se tornou exótico e atraente.

Matriz Tupi

Matriz Tupi

            2. Vídeo: O Povo Brasileiro – Matriz Tupi
No filme O Povo Brasileiro, Darcy fala um pouco na criação do povo brasileiro e mostra que existem muitos mitos a respeito da própria existência dos tupis. Ele também relata a forma de vida dos tupis.
             Relata que Os Brazis( antepassados indígenas) viveram aqui durante 10 mil anos e conheciam cada parte da natureza, moravam em ocas que cabiam cerca de 600; a forma de aprendizagem era com os mais velhos, não existiam a hierarquia soberana porém existia chefes; a arte entre eles era muito utilizada desde do dia a dia até festas e guerras.
            Ele expõe todos os costumes e visões dos tupis.
3. Relação do livro com o filme
Falam de culturas distintas, porém culturas que sucedeu  a muito tempo atrás e que hoje em dia essas culturas estão quase extintas porém são relembradas com grande valor.
Essas culturas citadas, mesmo existindo resquícios não são, mas as mesmas do principio pois a cultura se transforma constantemente  pois a cultura não é estática mas sim dinâmica 
Por a cultura mudar constantemente devido aos fatores das mudanças sociais.
 
                                     Recife, 22 de maio de 2010                                 1
BIBLIOGRAFIA
 
BURKE, Peter. Cultura popular na idade moderna. São Paulo. Companhia das letras, 1995.
Documentário O povo brasileiro, baseado na obra homologa de Darcy Ribeiro.

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 27 mai 2010 @ 9:15 AM 

Universidade Federal de Pernambuco

Aluna: Marília Andrade de Aquino

Curso: Turismo -1° período

Disciplina: História da Cultura

Professor: Biu Vicente

 

 

Análise comparativa do documentário O povo brasileiro e do livro Cultura popular na Europa moderna

 

 

 

O documentário O povo brasileiro é feito baseado na obra de mesmo nome, do autor Darcy Ribeiro.

O vídeo mostra as diversas etnias que originaram o povo brasileiro.Na primeira parte, mostra o índio como a primeira etnia que deu origem à sociedade atual.

Podemos ver algumas características peculiares, como por exemplo, o fato do índio ser auto-suficiente, ou seja, ele sabe fazer tudo que precisa para sua sobrevivência e também o fato de cultuar todos os acontecimentos relativos à sua sociedade.

O autor evidencia a forma como o índio conduz sua relação com a natureza, retirando apenas o necessário para sua subsistência.Antes do povoamento europeu, na paisagem brasileira, predominava a harmonia do índio com a paisagem natural que o rodeava.

No entanto, com a chegada do colonizador, teve início uma série de conflitos de caráter explorador e de ordem cultural, havendo descaracterização das tradições indígenas, obrigando-os a se adequar aos costumes europeus.

No livro Cultura popular na Europa moderna, de Peter Burke, o principal interesse é interpretar as definições sobre a cultura popular no início da Europa moderna.

O autor cita o termo bicultural, definindo-o como pessoas que tenham acesso à “alta” cultura, ensinada em escolas e universidades, mas também tiveram contato com canções e contos populares na infância.

A partir dessa afirmação, notamos que o autor deixa claro os valores do povo comum, que teve suas tradições resgatadas a partir do início do século XIX, exatamente quando estavam sumindo daquela sociedade.

O autor afirma que mesmo havendo a segregação da cultura em erudita e popular, devemos analisar a diversidade do que é definido como “popular”.

Dança potiguara

Dança potiguara

Notamos que tanto no documentário quanto no vídeo, há a intenção de mostrar que as culturas indígenas e populares, vistas como secundárias, em conseqüência dos fenômenos do eurocentrismo (só o que provém da Europa é considerado grande cultura) e etnocentrismo (a idéia de que nosso grupo é o centro do mundo), respectivamente, possuem cada uma sua particularidade se comparada às outras, européia e erudita; possuindo todas seu valor, sem que uma seja mais importante que a outra.

  

Bibliografia

 

Documentário O povo brasileiro, baseado na obra homônima de Darcy Ribeiro.

 

BURKE,Peter.Cultura popular na Europa moderna.São Paulo:Companhia das letras,1995.

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Universidade Federal de Pernambuco
Curso de Bacharelado em Turismo 2010.1
História da Cultura, prof. Biu Vicente
Aluna Isabela Silvestre Fonsêca Ferreira
 
Apreciação comparativa entre o livro de Peter Burke e o documentário baseado na obra de Darcy Ribeiro
 
Somos uma sociedade multicultural, praticamos cultura em todos os aspectos de nossas vidas. Seja no modo de sentar, de comer, de falar ou andar, qualquer costume nosso adquirido pode ser classificado como cultura. 
 

Centro do Recife no Sábado de Carnaval - final do séc. XX

Centro do Recife no Sábado de Carnaval - final do séc. XX

Peter Burke, no livro “Cultura popular na idade moderna” define a cultura como a história das ações da vida cotidiana, onde a cultura é tratada como um sistema com limites muito indefinidos. Burke fala da necessidade de pensar nas classes ‘menos favorecidas’ a partir de um mundo totalmente diferente do atual, onde as classes elitizadas participavam de festividades comuns as classes não elitizadas, como o carnaval por exemplo.  Fazendo ligação com o documentário de Darcy Ribeiro, é possível observar que a cultura desses pode ser comparada com os índios que criaram a sua própria cultura, passando para todos da tribo, disseminado-a pelo Brasil, formando a nossa identidade atual. Identidade tal que só começou a ser modificada com o início da colonização, quando os europeus aqui chegaram, catequizando os índios e fazendo com que eles usassem vestimentas, adicionando parte da sua cultura para eles. . É notável que cada sociedade, seja ela qual for, tem sua crença, seus valores, comportamentos, e suas regras morais que a identificam.
 
A diversidade de culturas é o que torna cada povo fascinante, nenhuma cultura é igual a outra, mas se a idéia de que cada país, raça ou credo tem a sua cultura fosse amplamente aceita, e que respeitar essas diferenças é mais do que saudável, o mundo seria um lugar muito melhor, com certeza!
 
 
 
 
 
 
 
Bibliografia:
 
BURKE, Peter. Cultura Popular na Idade Moderna. 2. Edição. São Paulo: Companhia das letras, 1995.
DOCUMENTÁRIO. O Povo Brasileiro, baseado na obra homônima de Darcy Ribeiro.

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 25 mai 2010 @ 9:24 PM 

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO                                                                                                                                                                    

 

Curso: turismo

Período: primeiro

Matéria: História da cultura

Aluna: Sara Vasconcelos

Professor Severino Vicente da Silva

                            

                         

                        

                              Trabalho de história da cultura

 

         A palavra cultura tem sua origem na língua latina e dentre os seus significados está o de que a cultura é criação. Praticamos cultura constantemente, alias somos o resultado dela. Qualquer costume que possuímos em meio a uma sociedade pode ser classificado como cultura e a mesma vária entre povos separados geograficamente, religiosamente e tantos outros. Por diversas vezes existem o choque entre esses modos de viver, os quais acabam gerando conflito. A forma como nos vestimos, nossos penteados, o que comemos, como nos unimos matrimonialmente tudo isso é tradição.

Podemos pegar como exemplo a Índia, onde as mulheres vivem com direitos muito inferiores aos homens; em um país machista elas são vista de formas preconceituosas; vale ressaltar que esta é a opinião de alguém que pertence à outra cultura, a um costume ocidental, não podendo ser tomada como única verdade; prova disso é a imparcialidade que muitas vezes é adotada pela organização das nações unidas (ONU), não podendo interferir em questões como, a extração do clitóris de meninas em alguns países; muitas acabam morrendo em conseqüência disso; essa pratica apesar de proibida é freqüentemente praticada.

Cozinha japonesa

Cozinha japonesa

Agora podemos tomar como exemplo a culinária de países como o Brasil e o Japão; são totalmente diferentes e muitas vezes uma causa repulsa na outra. A dança, a música, o folclore, artesanatos, filmes, são culturas de um povo, é a herança que os segue ao longo do tempo.

        A cultura de um povo pode ser modificada com a interferência de costumes pertencentes a outros povos, podendo ser parcial ou imparcial essa mudança. No documentário que assistimos sobre a cultura indígena no qual o Antropólogo Darcy Ribeiro nos explica como viviam nossos antecedentes ao povo Português, temos a comprovação da citação à cima. Os indígenas eram povos bastante livres, tanto corporalmente quanto mentalmente; em sua forma singela de viver extraia da terra sua sobrevivência e tiravam de matérias primas, como o coco, barro, seus objetos. Seus conhecimentos eram passados para todos da tribo não concentrando- se em uma única pessoa evitando assim qualquer forma de domínio. Suas roupas eram a própria pele e às vezes, no máximo, penas e tintas distribuídas de formas artesanais. A homossexualidade era praticada com naturalidade e sem censuras. A divisão entre os sexos do grupo era bem clara, as mulheres ficavam responsáveis pela criação dos filhos e pela coleta, pelo preparo da alimentação; já ao homem cabia a caça, a parte onde a força e a tática tem uma maior predominância. A religião era politeísta, serviam a vários deuses. Herdamos dos nossos antepassados não só o parto na água, hoje utilizado com certos status, mas também o costume de tomar banho todos os dias.

Banho no rio

Banho no rio

      Quando os portugueses chegaram à terra desconhecida ficaram perplexos com o povo que acabam de descobrir. Nossos colonizadores iniciaram uma mudança de comportamento nos mesmos, o processo de catequização foi doloroso, trouxeram as doenças. Proporcionaram muitas mudanças na vida desses primitivos, a mais clara que temos hoje são nossas roupas; Hoje usamos vestimentas quentes e de materiais impróprios para o clima em que vivemos herança dos portugueses que começou na “descoberta do Brasil” e não pararam com a independência as margens do Ipiranga, continua até hoje em nossa sociedade.

    Tanto no documentário, na sociedade ou no livro temos exemplos de cultura. O livro Cultura Popular na Idade Moderna, mostra como a cultura passou a ser relevante nessa sociedade, principalmente a cultura popular. Dá-nos uma pequena introdução sobre noção de cultura. Mostram-nos exemplos de costumes citando no texto as poesias, autores e canções populares. Fala sobre o iluminismo, ressaltando a sua não aceitação em alguns países. Em uma parte do livro ele cita viagens feitas por pessoas, como o padre italiano Alberto Fortis, que assim como Darcy reuniu documentos sobre algum povo, suas danças, costumes e outras praticas. O povo em destaque foi os Morlacchi. A tradição não pode ser tratada de forma intransigente, precisa-se de tolerância. Ela é o que um povo foi, é, e continuará sendo ao passar do tempo. Se essa idéia fosse coletiva no mundo, muito dos conflitos existentes seriam facilmente solucionados ou simplesmente não existiriam.

 

 

 

Bibliografia

BURKE,Peter.cultura popular na idade do tempo.São Paulo: companhia das letras,1995.

Documentario o povo brasileiro, baseado na obra (homônima) de Darcy Ribeiro.

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Universidade Federal de Pernambuco 

Trabalho apresentado ao professor Severino Vicente

Da disciplina: História da cultura

Aluno (a): Jeniffer Stephanie de Farias

Curso: Turismo  Período: I  Turno: Tarde

 

 

Resumo das obras:

Cultura Popular na Idade Moderna

                                         Livro de Peter Burke 

                       O Povo Brasileiro

                                                Documentário de Darcy Ribeiro

 

 

 

       De acordo com a análise das obras de Peter Burke e Darcy Ribeiro é possível observar uma nítida vontade de desvendar os mistérios da cultura popular essa mesma, não é mais apenas estudada por historiados e sim também por sociólogos, folcloristas, estudantes de literatura e antropólogos.

       O livro de Peter Burke revela que a noção popular sempre foi, e é reconhecida como problemática. A expressão “cultura popular” que é definida como qualquer manifestação cultural que o povo produz e participa de forma ativa, passa uma impressão de homogeneidade, mas ao decorrer da obra o autor prova que essa idéia não passa de utopia, pois cultura popular era e é extremamente variada.  

Miguel Bakhtin

Miguel Bakhtin

       O relevo feito pelo critico Mikhail Bakhtin à importância da “transgressão dos limites” é saliente. Sua definição de Carnaval e do carnavalesco pela oposição à cultura oficial assinala uma mudança de ênfase que chega quase a redefinir o popular como o rebelde que existe em todos nós, e não a propriedade de algum grupo social. “Cultura popular” tem um sentido diferente quando usado por historiadores para referir-se: a Europa por volta do ano de 1500, quando a elite geralmente participava das culturas do povo que surge das tradições e costumes e é transmitida de geração para geração, ao final do século XVIII, quando a elite tinha na maioria das vezes se reservado. A sugestão de que a cultura popular tem um significado diferente para quem também tem acesso à cultura da elite parece razoável, mas não é uma contradição o uso do termo “bicultural”. É provável que os bilíngües e os monolíngües tenham atitudes de algum modo diferentes em relação à língua.

Roger Chartier, em seu estudo de  votos, relíquias e santuários na Espanha do século XVI, argumenta que o tipo de aprendizado religioso que está descrevendo “era uma característica tanto da família real quanto dos camponeses analfabetos”, e nega-se a usar o termo “popular”, em seu lugar usa o termo “local”, argumentado ficado apenas para os habitantes locais”. Uma cultura é um sistema com limites muito incerto o valor dos ensaios recentes de Roger Chartier sobre “hábitos culturais populares” é que ele tem essa indefinição sempre em mente, ele indicar que o consumo diário é um tipo de cultivo ou criação, pois envolve as pessoas imprimindo definições aos objetos.

       A incerteza sobre o conceito “cultura” é maior do que o “popular”. No período da chamada “descoberta” do povo, o termo “cultura” referia-se a arte, literatura e música. Hoje, sabe-se que cultura é tudo que o homem faz, aprende, transmite socialmente, e transforma, é considerado cultura andar, comer, cultivar a terra, ensinar e assim por diante.

       O livro Cultura Popular na Idade Moderna revela que, quanto à cultura popular, é melhor nomear-la negativamente como a cultura da não-elite, das classes menos favorecidas. Inícios da Europa moderna, a não- elite era todo um conjunto de grupos sociais mais ou menos definidos, entre os quais se enfatizavam os artesões e os camponeses, “povo comum” que incluía mulheres, crianças, pastores, marinheiros, mendigos e os demais grupos sociais. O período abordado pelo livro vai, de 1500 a 1800, esses anos foram escolhidos por constituírem um período suficiente longo para revelar as tendências menos visíveis e por serem os séculos com melhor documentação sobre a história da Europa pré-industrial. A cultura de massa só passou da periferia para o centro dos interesses do historiador ao longo dos últimos quinze anos, graças aos estudos de Julio Caro Baroja, na Espanha, Robert Mandrou e Natalie Davis, na França, Carlo Ginzurg, na Itália, Edward Thopson e Keith Thomas, na Inglaterra. Há, uma longa tradição de interesse pelo assunto. Houve gerações de folcloristas alemães com perspectivas históricas, como Wolfgang Bruckner, Gerhard Heilfurth e Otto Clemen. Nos anos 1920, um importante norueguês, Halvdan Koht, interessou-se pela cultura popular. No começo do século, a escola finlandesa de folcloristas interessou-se por historia Kaarle Krohn e Anti Aarne são exemplos dessa convergência. No final do século XIX, destacados estudiosos da cultura popular, como Giuseppe Pitré, na Sicília, e Teófilo Braga, em Portugal, tinham clara consciência das transformações ao longo do tempo. Mas a obra de Pitré e Braga faz parte de uma tradição compilatória que remonta à época em que os intelectuais descobriram o povo, no final do XVIII e inicio do século XIX.  A partir do final do século XVIII e início do século XIX, a cultura popular tradicional estava justamente começando a desaparecer, que o “povo” se converteu num assunto de interesse para os intelectuais europeus. Os artesões e camponeses de certos ficaram surpresos ao ver suas casas invadidas por homens e mulheres de classe média, que insistiam para que cantassem canções tradicionais ou cantassem velhas estórias, ou seja, mostrassem “sua” cultura.  

Índios brasileiros

Índios brasileiros

A descoberta da cultura popular foi uma série de movimentos “nativistas”, no significado de tentativas organizadas de sociedades sob domínios estrangeiro para reviver sua cultura tradicional. Existiram boas razões para que os intelectuais europeus estudassem e descobrissem a cultura popular no momento em que o fizeram. Porém, essa descoberta podia ter se mantido literárias, se não fosse à vivência de uma tradição mais antiga de interesse pelos usos e costumes que remontava à Renascença, mas que vinha tomando um colorido mais sociológico no século XVIII.

       O que se pode confirmar é que em época relativamente entre 1500 a 1800, as tradições populares estiveram sujeitas a transformações de todos os tipos e que a dificuldade em se definir o “povo” sugere que a cultura popular não era monolítica nem homogenia.

       O documentário o Povo Brasileiro de Darcy Ribeiro ajuda a entender de maneira clara a história do Brasil e suas matrizes. A cultura Brasileira assim como todas é constante, não se prende ao passado, é dinâmica. O Brasil, ao contrário do que se pensa existe antes de 1500, com a humanidade indígena, povo que acredita piamente que a vida foi feita para se viver, onde os conhecimentos eram passados para todos. O documentário se baseia nos índios, de matrizes diferenciadas, se comportam como uma só gente sem se prender ao passado, eles são abertos para o futuro.

       O Brasil nasce com o ciclo da utopia da terra sem males a morada de Deus, até o momento em que os europeus chegam à nação verde e amarela. Os verdadeiros nativos são capazes de morar em uma maloca com até 600 pessoas; em sua “grande casa” não há furto, os índios não se adaptariam a outra nação; aqui eles eram livres, a terra era um bem comum da aldeia, não existia um dono ninguém desejava ser melhor, o chefe índio mão dava ordens, ele nada mais era do que um homem com mais experiência e conhecimentos.

      É preciso acabar com o falso paradigma de que os índios eram ou são canibais, pois o próprio autor revela ter vivido por um período de tempo com os índios e ele revela que os índios são carinhosos.  Herdamos vários frutos, o hábito de tomar banho diariamente, mas a principal herança que os primeiro nativos brasileiros nos deixaram foi o testemunho de viver maravilhosamente com a natureza.

 

Bibliografia

 

BURKE, Peter. Cultura popular na idade moderna: Europa 1500-1800. 2.ed. -. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. 385p.

 

Documentário: O Povo Brasileiro, baseado na obra homônima de Darcy Ribeiro.

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Last Edit: 25 mai 2010 @ 04 31 PM

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Universidade Federal de Pernambuco – UFPE

Bacharelado em Turismo

 

CIBELE OLIVEIRA GOMES DA SILVA

INGRID TELES MONTEIRO

 

 

 Análise comparativa do livro Cultura popular na idade moderna e o filme O povo brasileiro 

 Culturas 

 

Para tratar da questão da cultura é preciso de início saber que se está lidando com um termo esquivo, dado a muitas definições e repleto de ambigüidades. Peter Burke, no livro “Cultura popular na idade moderna” define a cultura como a história das ações ou noções subjacentes a vida cotidiana. Onde a cultura é tratada como um sistema com limites muito indefinidos.

No filme “O Povo Brasileiro” de Darcy Ribeiro, a cultura é vista como que se é aprendida em uma dada sociedade, como comer, beber, andar, falar, silenciar e assim por diante. Onde os conceitos dos dois atores citados relatam a abrangência que o termo cultura tem na sociedade, tendo ligações onde se complementam.   

Em seu trabalho, Peter Burke define como eixo de sua exposição o conceito de história cultural, tentando delimitar os caminhos que levariam ao entendimento das relações que envolvem as “culturas populares e a cultura da elite”. Tendo como ponto de vista que as culturas deveriam concentrar-se na sua interação e não na divisão entre elas.

Burke analisa a cultura popular como sendo aquela não oficial, a das classes subalternas. Coloca a necessidade de se pensar nos artesãos e camponeses dos inícios da Europa Moderna a partir de um mundo totalmente diferente do atual, despido de conceitos e valores contemporâneos; conselho esse, aliás, não menos pertinente ao tratamento da sociedade colonial. Até pelo menos a primeira metade do século XVII, as elites participavam das festas de rua e carnaval, juntamente com os grupos menos abastados. Mas ao longo dos tempos modernos, com o período renascentista, as reformas religiosas, a revolução científica e a ilustração fizeram com que a cultura erudita se transformasse, ao passo que entre pequenas e grandes tradições, uma imensa distância foi estabelecida. Por fim, a “elite” da sociedade passou a considerar a cultura popular tradicional algo tão diferente, a ponto de ser exótico e atraente. É a partir daí, que ele apresenta sua hipótese, a de que a cultura popular, nos inícios do período moderno, não era estranha à minoria culta da sociedade européia, mas era considerada como uma tradição secundária.

Logo é possível observar na colocação de Burke, que a cultura disseminada pelos camponeses e artesãos, coincide com a cultura dos caboclos no Brasil, citado no filme “O Povo Brasileiro”. Quando os caboclos, aqueles que eram nascidos de pais brancos e de mães índias, foram rejeitados pelos pais brancos (que os consideravam filhos impuros da terra) e também pelas suas mães (já que os índios pensavam que as mulheres apenas serviam para a reprodução, criavam apenas os seus filhos) acabaram sendo eles obrigados a criarem sua própria cultura, criando e disseminando por todo o país, assim a identidade brasileira.

No século XIX, essa cultura tradicional se transforma em folclore. Como causa, ou conseqüência de tais transformações, Burke afirma que as reformas protestantes de um modo geral, empreenderam um esforço de reformulação da religiosidade popular na Europa a partir do século XVI, visando moldar suas extravagâncias carnavalescas e exterioridades.

Potiguaras no Toré

Potiguaras no Toré

Portanto é o observado na análise que o filme “O povo brasileiro” e o livro “Cultura popular na idade moderna” examinam a forma de demonstrar desde inicio da formação da cultura. Buscando a raízes culturais de um povo inicialmente deixado de lado pela elite e que foi gradativamente, alçando o interesse e respeito da mesma, fazendo com que a cultura popular, o folclore, fosse sendo disseminado por todo o mundo, espalhando e misturando a cultura dos povos. Trazendo identidades culturais que sem o conhecimento de sua importância seriam esquecidas ao longo do tempo.

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 24 mai 2010 @ 3:48 PM 

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

CURSO DE TURISMO E HOTELARIA

PRIMEIRO PERÍODO

 

Aluno: Marcos Tavares de Melo Júnior

Data: 19/05/2010

História da cultura

Professor: Severino Vicente da Silva

 

Diversidade

 

Cultura é tudo aquilo que pode ser ensinado e conseqüentemente aprendido, tornando-se característico de um povo ou nação. Antigamente, quando estava se descobrindo novos povos (séc. XV) se tinha uma noção muito restrita de cultura, que englobava apenas artes, literatura e música; hoje em dia se tem uma noção muito mais ampla que se refere a quase tudo que pode ser aprendido em uma dada sociedade – como beber, comer, andar, falar e assim por diante.

Sábado de carnaval no Recife

Sábado de carnaval no Recife

Na sociedade moderna um indivíduo é totalmente dependente um do outro, sempre há alguma atividade que a pessoa desconhece e que o torna necessitado de viver em sociedade para suprir aquela falta; já o índio, como foi visto no documentário sobre a obra de Darcy Ribeiro, tem uma cultura totalmente diferente, ele é auto-suficiente, um índio consegue viver sozinho sem o resto da tribo, pois sabe executar todas as atividades necessárias à sua sobrevivência isoladamente.

Um problema constante é em definir o que é popular, pois o termo cultura popular dá uma falsa impressão de homogeneidade da cultura do povo, e seria melhor usá-lo no plural, ou usar o termo cultura das massas populares, que se referem às classes menos favorecidas, pois geralmente são maioria.

No século XV a cultura da elite e a cultura do povo eram muito mais relacionadas, pois os mais esclarecidos tinham contato com a camada popular, impondo seus costumes, mas com o tempo essas pessoas foram sendo excluídas e marginalizadas, indo morar ao redor dos centros, o que criou a noção de centro e periferia, que segundo Peter Burke é mais aconselhável do que elite e povo.

Há um conceito muito preconceituoso e errado em relação a chamar algumas pessoas por serem menos esclarecidas e requintadas de “sem cultura”. Não há povo sem cultura, e sim pessoas de culturas diferentes, ou mais ou menos originais, pois a cultura deriva do contato daquele povo com outros mais antigos, ou de sua própria geração. Muitos povos assimilam mais os costumes de outros povos, como os Hebreus que foram muito explorados no contato com diversos povos nações, mas, como os outros, criaram sua própria cultura.

 

Curupira

Curupira

A diversidade de culturas é o que torna cada povo fascinante, nenhuma cultura é igual a outra; o que dizer dos povos muçulmanos, em que as mulheres não têm direitos ou direitos diferentes daqueles nós utilizamos; ou em relação à cultura dos asiáticos que em alguns lugares se alimentam de cachorro: o que pode ser considerado absurdo pra uns, pra outros é perfeitamente normal. O Brasil apesar de ter muitos problemas, me orgulha em participar dessa cultura fascinante, uma nação democrática, mulheres livres, e povo hospitaleiro.

 

BURKE, Peter. Cultura Popular na Idade Moderna. 2. Edição. São Paulo: Companhia das letras, 1995.

DOCUMENTÀRIO. O Povo Brasileiro, baseado na obra homônima de Darcy Ribeiro

Tags Categories: Cultura brasileira, História Européia, Histório da Cultura Posted By: Biu Vicente
Last Edit: 24 mai 2010 @ 03 48 PM

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 24 mai 2010 @ 12:04 PM 

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO – UFPE

DEPARTAMENTO DE HOTELARIA E TURISMO – DHT

CURSO DE BACHARELADO EM TURISMO

DISCIPLINA DE HISTÓRIA DA CULTURA

PROFESSOR: SEVERINO VICENTE

ALUNA: CAROLINE DÁFINE DE OLIVEIRA DE LIMA

 

 

 Cultura popular e povo brasileiro

O livro, Cultura Popular da Idade Moderna, de Peter Burke e o documentário, O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro abordam a cultura em seus lugares específicos, como na Europa e no Brasil, respectivamente.

Em seu livro Burke, aponta a existência de um ideal de homem do Renascimento, seus valores e seu mundo ético. Mostra que durante a Idade Moderna, houve, na Europa, movimentos liderados pela elite que visava à reforma da cultura popular, como a Vitória da Quaresma. Coloca também, que por causa da industrialização a Europa passou por grandes transformações culturais, onde a imprensa ocultou a cultura tradicional oral. Devido a isso (a cultura popular estava começando a desaparecer), o “povo” se tornou tema de maior interesse para os intelectuais europeus da época. Podendo-se dizer que: O “povo”, na Europa, é criação do fim do século XVIII, e a sua maior reputação é no século XIX.

Peter Burke

Peter Burke

 Esse interesse pela cultura tradicional, não foi nada menos que, a descoberta do povo; que abriu espaço para o conhecimento da religião, das festas e das músicas populares. Sendo que os valores e atitudes de artesãos e camponeses (classes subalternas, “donas” da cultura não-oficial), juntos com os princípios da elite, resultaram na separação das culturas, no seio de uma mesma sociedade.

Então, cultura popular seria, até o século XVIII, um conjunto de práticas culturais produzida pelas camadas mais baixas de uma determinada sociedade e tendia a referir-se à arte, à literatura e a música, diferentemente de hoje que tem seu conceito mais amplo, onde o termo “cultura” se usa para atribuir àquilo que aprendemos e transmitimos socialmente.

Já o documentário de Darcy Ribeiro explana sobre o surgimento do povo brasileiro, onde ele afirma que somos ‘frutos’ da mistura de três matrizes principais: índio, negro e branco, porém nos comportamos como uma só gente.

Lenda da Iara

Lenda da Iara

 Mostra que o país já pré-existia antes da chegada dos portugueses fisicamente e humanamente (humanidade indígena que tinha como finalidade, viver); essa gente que era tão religiosa (acreditavam na vida após a morte, não faziam muita distinção entre o sonho e a realidade acordada, e achavam que tudo ao seu redor possuía espíritos); tinha um sentimento de igualdade invejável, diferentemente da cultura européia, que valorizava ou desvalorizava determinada cultura, os índios conheciam a natureza em detalhe, sabiam a serventia de cada planta e o nome de cada bicho que nela apareciam. De um modo geral, viviam e comungavam para a natureza.

Fazendo uma relação mais direta, com os dois objetos de estudo propostos, percebe-se que na época em que os europeus viviam o Renascimento, Iluminismo, industrialização e entre outras coisas, que foi crucial para o surgimento do interesse pela cultura popular na Europa, o Brasil vivia numa época onde esse desenvolvimento tecnológico, e essas transformações culturais estavam fora da realidade do país, era habitado por índios que, por sua vez auto-suficiente e que viviam para a natureza.

No entanto, independente de qualquer época, costume, raça ou etnia, o “homem” constrói hábitos, enfim têm sua cultura, sendo esta formada, criada, pelas necessidades de uma dada sociedade, e criam dessa maneira uma identidade, tornando-os um só povo. É notável que cada sociedade, seja ela qual for, tem sua crença, seus valores, comportamentos, e suas regras morais que a identificam.

Outro tema importante é o fato da cultura ser algo dinâmico, onde traços se perdem, e outros se acrescentam em velocidades diferentes nas mais diversas sociedades. Como no caso dos europeus, com a difusão de conceitos a partir de outras culturas tiveram que se adequar à nova realidade (valorização da cultura popular por parte da elite), assim como os índios depois da chegada dos portugueses.

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

BURKE, Peter. Cultura popular na Idade Moderna: Europa 1500-1800. 2. ed.-. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.385p.

 

Documentário: O Povo Brasileiro, baseado na obra homônima de Darcy Ribeiro

Tags Categories: Cultura brasileira, História Européia, Histório da Cultura Posted By: Biu Vicente
Last Edit: 24 mai 2010 @ 12 04 PM

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Universidade Federal de Permanbuco

 

Resumo comparativo sobre: A cultura popular na idade moderna de Peter Burke e documentário indígena por Darcy Riberiro.

Trabalho da aluna, Paula Carolina da Silva

apresentado ao professor Severino Vicente,

disciplina História da cultura,

primeiro período do curso de turismo

Recife-Pe

Maio- 2010

 

Resumo comparativo sobre: Cultura popular na idade moderna de Peter Burke e Documentário sobre a obra de Darcy Ribeiro.

 

Quando a cultura popular parecia estar desaparecendo na Europa surgiu um interesse de intelectuais por esse tema, a diversidade de crenças e práticas em diferentes partes do mundo se mostrava cada vez mais fascinante. Foi-nos ensinado que a poesia é um patrimônio comum da humanidade e não uma propriedade particular desta forma tornando-a de autoria coletiva como tudo na sociedade indígena, porém Percy não achava que as manifestações tivessem relação com o povo, pois eram compostas por menestréis.

Cravo, instrumento musical , sec XVII

Cravo, instrumento musical , sec XVII

Além da canção popular, outras formas de literatura passaram a ser entendidas como elegantes, e também eram transmitidas oralmente. Logo surgiu a peça popular que incluía teatro de bonecos, e começaram a ser descobertas festas populares que também contavam com a participação dos nobres. Essas festas também estão nas raízes dos índios que celebram a vida e a morte. Todo esse conhecimento levou á pesquisa histórica e livros sobre esportes, passatempos, feriados e cerimônias; ocorreu a descoberta da música do povo e de suas melodias. Essa descoberta da cultura popular teve grande impacto nas artes.

As ilustrações marcantes em relação ao povo talvez venham dos viajantes que saiam em busca de novidades  e viram que o povo era natural, simples, enraizados na tradição e sem nenhuma individualidade, como os indígenas.

A descoberta da cultura popular fazia parte de um movimento antigo onde a cultura das cortes não estava tão distante do popular, mas eram todos igualados, e este movimento estava intimamente ligado á ascensão do nacionalismo; eram tentativas organizadas da sociedade de reviver sua cultura. A busca pela cultura popular trouxe um forte sentimento de nacionalismo e, como a tradição indígena, pode ficar arraigado na sociedade de diversas formas, a idéia de nação foi imposta ao povo que tinham uma consciência mais regional que nacional. Depois a cultura popular foi sendo minada pelo crescimento.

Contudo como foi visto no documentário sobre a obra de Darcy Ribeiro, nem todas as culturas são extintas por completo porque muitas de nossas práticas são influências dos nossos antepassados, da cultura que nos foi transmitida como mitos, superstições, a religiosidade, dança etc.

Índios no Xingu

Índios no Xingu

Um dos pontos em comum do texto e do documentário é justamente a questão da religião dos populares e indígenas que se mostra firme; desta forma adquirimos práticas na qual nem sabemos a raiz da existência. Pude perceber que muitos aspectos da cultura indígena infelizmente não foram colocados na nossa sociedade, como a idéia e o fato da vida em coletividade, da ajuda mútua e todos poderem saber de tudo, nada é segredo; o egoísmo que temos, eles não praticam.

A cultura existe em todos os lugares por necessidade e sem ela seriamos incompletos, contudo não existe cultura pura ou imutável; ela não é monolítica nem homogênea, e sim variada.

 

Burker,Peter. Cultura popular na Idade Moderna. Tradução: Denise Bottmann. São Paulo, Companhia das letras, 2 ed. 1995.

Ribeiro, Darcy. Documentário: O povo brasileiro.

Tags Categories: Cultura brasileira, História Européia, História do Brasil, Histório da Cultura Posted By: Biu Vicente
Last Edit: 24 mai 2010 @ 11 46 AM

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02 de dezembro de 1870



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