Brincadeira com a história de uma copa

espanha 

Houve um momento que parecia ser uma Copa América e virou um confronto que lembra no final do século XVI e parte do século XVII, quando os Países Baixos enfrentaram os Habsburgos espanhóis, tornaram-se independentes, sendo os primeiros a  superar  o absolutismo, enquanto começaram a organizar um império colonial. E tomaram colônias espanholas e portuguesas, passaram a comandar o comércio de escravos e tornaram donos dos mares e do Sul da África, até perderem esse domínio para os ingleses. Mas isso tudo é só um pequeno exercício para manter a memória funcionando.

jogadores holandesesA gente tem que exercitar todos os músculos, inclusive o cérebro que funciona com movimentos elétricos de informações que podem ser renovadas ou esquecidas. Esses acontecimentos esportivos que nos fazem congregar em frente a um televisor com parentes e amigos criam tempos que precisam ser ocupados e essas informações nos auxiliam a manter a conversa em andamento. Como acontece com os comentários durante a transmissão dos jogos. Se não puxar muito para a política e as emoções se misturarem, será bom para todos.

 

Mas é ótimo que tenhamos uma final de Copa do Mundial da FIFA que confronta dois povos que, no passado, foram invasores das terras hoje brasileiras. Como sabemos a Espanha de Felipe II dominou Portugal e suas colônias, o que permitiu que os holandeses, em guerra contra a Espanha, tivessem a motivação necessária para invadir o Nordeste do Brasil e, depois controlar os portos africanos que forneciam de escravos para a América. Assistimos uma reprise não sangrenta daquela disputa. Brasão dos Guerreiros de Dunga

Na Copa, por orientação dos “guerreiros de Dunga”, os holandeses bateram os brasileiros, diferentemente do que ocorreu em meados do século XVII, quando pernambucanos senhores de engenho endividados, derrotaram os holandeses nas batalhas dos Guararapes. Depois de negociarem as vantagens da derrota, os holandeses foram fundar Nova Iorque para depois vender aos ingleses que depois viraram estadunidenses.

Na África do Sul, os holandeses tomaram laranjada brasileira, com dois pernambucanos no banco de reservas. O interessante é que a vitória dos pernambucanos sobre os holandeses, no século XVII, só ocorreu após os espanhóis terem sido afastados de Portugal. Já nesta Copa, foram os espanhóis que afastaram os portugueses. Tudo contrário.  E, só para confundir um pouco mais, nessa confusão toda, uns paulistas quiseram se separar da Europa lusitana e ofereceram a coroa a um Amador Bueno, ele recusou ser rei e saiu dando vivas ao rei português, diz a lenda. Ainda hoje tem gente pedindo: “Cala boca GALVÃO”. Vai ver, esses “Buenos” sejam parentes.

o aque dizem

o que dizem

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas tudo isso é brincadeira para passar o tempo.

About the Author

Nascido em Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernamabuco, cresci no Recife, onde fiz todos os meus estudos em escolas públicas. Sou formado em Teologia no Instituto de Teologia do Recife - ITER; licenciado em História pela UFPE, onde defendi dissertação sob o tema "A Primeira Guerra Mundial na Tribuna religiosa: o nascimento da neo-cristandade" e a tese doutoral "Entre o Tibre e o Capibaribe: os limites da igreja progressista na arquidiocese de Olinda e Recife". Publiquei Anotações para uma visão de Pernambuco no início do século XX, pela Editora Universitária UFPE. Sou pai de Ângelo, Valéria e Tâmisa,filhos de tereza; e avô de Rafael, Lucas, Tereza e Carolina . Agora sou pai de Isaac, filho de Manuela. Tenho pesquisado a cultura e a sociedade da Zona da Mata Norte de Pernambuco e dessas pesquisas publiquei Festa de Caboclo; Estrela de Ouro de Aliança, a saga de Uma Tradição; e Pretinhas do Congo, uma nação africana na Jurema da Mata Norte.