Sobre a independência (1)

“Aproveitando a crise napoleônica europeia, os mais claros e sabidos desses crioulos, orgulhosíssimos de não serem índios, decidem fazer a independência. Eram movidos tanto pelo amor à liberdade como pela curiosidade de experimentar novas formas de governo; mas, sobretudo, pelo desejo de acesso aos altos cargos da administração do Estado, de embaixadores, de generais, de magistrados, de financistas, de empreiteiros. Madri muda-se assim para a cidade do México, da Guatemala, de Lima, de Quito e La paz para continuar exercendo, dali, sua função civilizatória sobre a indiada que teimava a continuar índia, apesar da vil tristeza da vida que tinham como índios de uma civilização alheia.” Dary Ribeiro.

Alguns anos depois, Lisboa foi para o Rio de Janeiro.

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