Uma ajuda a um historiador que deseja “desnaturalizar” uma visão sobre Dom Hélder

Em junho deste ano escrevi um texto a respeito de artigo publicado em livro organizado pela professara Marcília Gama e por Thiago Nunes, no qual o autor dizia: “no decorrer deste capítulo, dedicaremos nossos esforços desnaturalizar uma visão de que Dom Hélder Câmara sempre esteve na oposição do regime ditatorial no Brasil, 1964 a 1985”. Para ler o que disse, à época, demonstrando a falácia do historiador, envio para o link  http://www.biuvicente.com/blog/?p=3300

Pois bem, volto ao tema para citar Chico Assis, militante do PCB, relatando a sua experiência e a de seus companheiros. publicado por Pedro Eurico em seu interessantíssimo O DOM QUE VIVE EM NÓS, publicado esta semana pela CEPE. Transcrevo: Mesmo nesse período de militância havia uma vinculação, e dom Hélder funcionava sempre como aquele que na hora do aperreio sempre a gente podia contar – era o porto seguro -, e por mais que existissem os preconceitos ideológicos tudo mundo reconhecia nele um cara de coragem. Desde o início, né?! Desde o Rio de Janeiro o cara já veio com uma história. Essa coisa de preconceito ideológico inda mais porque no início da vida ele tinha sido integralista (risos), aí havia toda uma resistência. [118]

A pressa de escrever, olhando apenas documentos, e utilizando apenas o óculos social que lhe foi dado por algum interesse, faz surgir Torquemada em cada linha. Dom Hélder foi bastante perseguido em sua vida, os que com ele convivemos sabemos o quanto sofreu e como foi capaz de viver o processo histórico. Aliás, Pedro Eurico publica a entrevista que tirou o Dom do silêncio, entrevista que concedeu a Divane Carvalho Fraticelli, o nosso historiador, quando a ler, entenderá que ele precisa ser mais cuidadoso nas suas conclusões.

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