O Oscar e seu Oscar

É certo que estamos envergonhados com o atual governante, seu governo, seus auxiliares que nos põe no ridículo entre as nações civilizadas. Nossa vergonha aumenta quando pensamos que gastamos duas décadas construindo estádios (que são chamados de arena por imposição não se sabe de quem) e não investimos em construção de escolas com bibliotecas, quadras esportivas, teatros, etc.. Ficamos orgulhosos porque um país que sofreu a Guerra de 39-45, foi dividida para a assegurar hegemonias de outros países, viveu outra guerra interna, esteve entre os subdesenvolvidos, e imaginou-se um Tigre, investiu em educação com seriedade para vir a ser o primeiro país de língua não inglesa a receber o maior elogio do cinema na cidade do cinema, rugindo mais forte que o Leão da Metro.  Aconteceu isso porque os coreanos não fingiram, aplicaram em educação e só se dispuseram a receber uma Olimpíada quando efetivamente estavam preparados para tal.

Mas, nos últimos anos notamos que foram feitas histórias cinematográfica, em forma de documentário, que contam algumas razões desse fracasso brasileiro: Lava Jato Polícia Federal, a lei é para todos; O Mecanismo e, agora, Democracia em Vertigem. Preocupa que o resultado de tudo isso, não os filmes mas o que eles contam, favoreceu a formação de um governo com características fascistas.

Por enquanto o Oscar está mais parecido com um samba dos anos cinquenta: Cheguei cansado do trabalho/logo a vizinha me falou/ ah’ seu Oscar, está fazendo meia hora que sua mulher foi embora/ e um bilhete lhe deixou/ meu deus que horror/ o bilhete assim dizia: não posso mais eu quero é viver na orgia.

About the Author

Nascido em Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernamabuco, cresci no Recife, onde fiz todos os meus estudos em escolas públicas. Sou formado em Teologia no Instituto de Teologia do Recife - ITER; licenciado em História pela UFPE, onde defendi dissertação sob o tema "A Primeira Guerra Mundial na Tribuna religiosa: o nascimento da neo-cristandade" e a tese doutoral "Entre o Tibre e o Capibaribe: os limites da igreja progressista na arquidiocese de Olinda e Recife". Publiquei Anotações para uma visão de Pernambuco no início do século XX, pela Editora Universitária UFPE. Sou pai de Ângelo, Valéria e Tâmisa,filhos de tereza; e avô de Rafael, Lucas, Tereza e Carolina . Agora sou pai de Isaac, filho de Manuela. Tenho pesquisado a cultura e a sociedade da Zona da Mata Norte de Pernambuco e dessas pesquisas publiquei Festa de Caboclo; Estrela de Ouro de Aliança, a saga de Uma Tradição; e Pretinhas do Congo, uma nação africana na Jurema da Mata Norte.