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Natal

Cresci sem Papai Noel. Sempre tive o Menino Jesus. Os presentes de final de ano, eram sapatos e roupas para as festas natalinas, roupa para a Missa do Galo, e para a Missa de ano, quando nos abraçávamos na igreja e depois íamos para casa.
Papai Noel foi chegando depois que já tinha passado a idade de ganhar presente. Minhas irmãs buscavam gravetos para fazer a árvore de natal, enrolado com algodão. fui sendo levado a imaginar a neve, mas o papai noel era o São Nicolau, o bispo que se preocupava com os pobres. Papai Noel foi crescendo com a criminalidade que acabou com a Missa do Galo, que era à meia noite, foi passando para a 10 horas. Agora a missa do galo acabou, o Menino Jesus é uma lenda distante e a festa de natal gira em torno de um velho gordo com as cores da coca-cola.
Natal não é mais nascimento, é mais triste que a música de Assis Valente questionadora da paternidade do velho de barbas brancas. É a tristeza alegre de uma sociedade por ter desgastado o presépio inventado por Francisco de Assis,
Assim, no meio dessa floresta de pinhos falsos pinçados de falsa neve, brinco com o Menino Jesus, procurando o Rei Baltazar, quase sempre lá fim do presépio, mas presente na festa do nascimento de Jesus.
GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E
PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE.

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