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sobre caminhões, óleo e governo

Quando se governa um povo acostumado ao comando paternal/autoritário, julga-se que tudo pode ser feito e nada será contestado seriamente, assim o poder é mantido. Ocorre que o poder que é fonte de prazer é, também objeto de desejo. Os gulosos quando estão à mesa querem tudo para si. Esta é a surpresa dos governantes desses povos: os amigos estão sempre querendo o lugar do assento de comando. Os dois últimos governantes do Brasil agora sabem disso. Os que pode alcançar o poder usam o medo, o pavor, a raiva, o desejo de vingança daqueles que sofrem o poder e surpreendem o poderoso de plantão. Então passa-se à troca de comando, com promessas de paraísos. Para melhorar a percepção do paraíso prometido, põe-se “um bode na sala” para aumentar o incômodo. E os que calaram sempre continuaram calados pelo conforto que o silêncio oferece aos dominados e satisfeitos com a perspectiva do paraíso; os que falavam pela metade, passam a procurar palavras par continuar a meia conversa, buscarão novas metáforas, atualizarão o léxico, continuarão reclamando e exercendo o “poder de crítica (como este), ao tempo que apresenta possibilidades ‘caso o comando estivesse poder deste grupo que nuca consegue o poder, mas nele sempre está. Nada muda, exceto o grupo de comando.

O Brasil está parando por orientação de alguns setores de poder que não foram levados à sério pelos que cuidavam dos seus interesses; alguns grupos que servem de pelegos à ideologias, passaram a ver a revolução chegando; agora, os combativos e “empoderados” petroleiros vão à greve, após os condutores de crianças à escola (pedagogos no sentido literal e romano) via kombis. Será uma semana interessante e, possivelmente, com maiores restrições aos consumo, a troca de comando na Petrobrás, poderá vir uma renúncia (algo incomum em nossa história presidencial que registra apenas dois alagoanos exercendo esse direito – um por honestidade outro por oportunismo) e, quem sabe, o filho do prefeito da ex-capital, com seu jeito e corpanzil apropriado, como na distopia de 1984, venha realizar o sonho.

Mas tudo isso que escrevi é falta do que fazer nesta manhã de domingo,quando os católicos celebram a Trindade, a Perfeita Comunidade.

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