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OLINDA E OS CARIRI: SERTÕES, SEMINARISTAS, COMÉRCIO E CARNAVAL.

Já uma vez foi dito, e muitas vezes repetido, que “o povo assistiu bestificado a proclamação da República” em 1889, o que é verdadeiro. Aquela foi uma ação de um grupo social bastante atuante na administração da monarquia. Mas uma nação não é formada apenas pelos que governam as estruturas, ela existe pela ação daqueles diariamente produzem as riquezas, materiais e imateriais que dão lastro aos sentimentos de pertença. Se saímos do que nos ensinam nos livros e nas escolas, podemos entender como as ruas nos dizem de nossa República e das coisas públicas construídas e inventadas enquanto homens e mulheres se movimentam carregando coisas para vender e imaginação para viver. Dentro da República há muitas repúblicas, esquecidas nos livros, amadas nas avenidas, nos mercados, nas ruas, nos becos e nas boticas. Um dos nossos fundamentos nacionais é a experiência pré-cabralina, arrostada nos experimentos da colonização portuguesa que fez surgir a nação brasileira. Nessas repúblicas há sempre festa, elas cantam e dançam as amizades, as trocas, mesmo quando as guerras quase as dizimaram.
No início do século XX, entre as muitas realizações republicanas, para além e por traz da Olinda dos livros, no Largo da igreja dedicada à Senhora de Guadalupe, as tradições dos Cariri encontraram-se com a alegria dos recusam serem vistos como vacas de presépio.
No bicentenário da República de 1817, estamos relendo a nossa história e nossa visão republicana sobre as relações entre os sertões e Olinda.
OLINDA E OS CARIRI: SERTÕES, SEMINARISTAS, COMÉRCIO E CARNAVAL.
Palestrante: Ms. PLÍNIO VICTOR
Local: Sede da TCM CARIRI OLINDENSE – Largo de Guadalupe, Olinda.
Dia 27 de maio
HORA: 14:00

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