Silêncio na UFPE

Segundo dia de aula na Universidade Federal de Pernambuco, este que vivi hoje. Já no dia de ontem, sofri alguma dificuldade para conversar com os alunos. Um carro de som, esse excesso de mau gosto sonoro que empesteia as nossas cidades instalou-se em nosso campus em nome de os sindicalistas lutarem pelos direitos. Parece que a universidade deixou de ser um ambiente propício para a reflexão, especialmente nos cursos que não possuem salas de aulas com ambiente climatizado europeu, com salas fechadas, como é ocaso do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Na luta pelos direitos de seus associados atropela o direito dos estudantes receberem aulas em ambiente adequado e o direito do professor realizar sua tarefa em condição digna de trabalho. Ao som “lute, amigo lute” hoje parei a aula e liguei para o gabinete do Magnífico Reitor e solicitei que alguém tomasse uma atitude. Pediram-me um tempo e, realmente, fez-se caluda. A reitoria retornou a chamada, agradeci, mas lembrei que deve existir uma legislação que garante silêncio em áreas próximas a hospitais e escolas e cabe àqueles que se oferecem para gerir a coisa pública garantirem que isso seja cumprido. O direito que têm os sindicatos de convocar seus associados para as suas ações não pode ser justificativa para degradar o ambiente de estudo e de trabalho na UFPE. Acoitar esse comportamento é populismo e indica um mau começo de gestão. O Reitor não silenciar diante desse barulho.

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