Arquivos

EVOÉ! EVOÉ! O Carnaval de Pernambuco é tradição, graças ao Frevo e ao Maracatu

Com a chegada dos carnavais na terra do “Melhor Carnaval do Mundo” vem sempre a questão de como devem ser tratados os artistas, uma vez que sem eles não existem carnavais, festas, procissões, enterros e muitas outras atividades. O crescimento da idéia de que o carnaval é, cada vez mais, um grande espetáculo, tem dado oportunidade a que novos ganhos econômicos sejam auferidos por artistas que antes tinham que financiar, eles próprios ou seus vizinhos, todas as suas apresentações, desde a feitura das fantasias até transportes para os locais de suas apresentações. Claro que no começo dos carnavais tudo era realizado de forma amadorística, contudo os tempos mudaram e as exigências cr5esceram, exigindo que os artistas, desde os que usam as fantasias mais simples, passassem a serem exigidos nos desenhos, formas de apresentação, etc.. É grande a preocupação para que no atendimento dessas novas exigências não se perca a originalidade das brincadeiras e das criatividades primevas. E temos que ter cuidado especial com o Estado – quero dizer as instâncias de poder – federal, estadual e municipal – que vem se tornando o principal financiador dos festejos momescos, para que não façam exigências descaracterizadoras das expressões culturais do povo. Notamos algumas mudanças que estão aproximando maracatus, caboclinhos e troças dos desfiles cariocas. Atenção a isso, devemos parar com isso, as comissões julgadoras devem cuidar de julgar a partir do seu lugar – Pernambuco – e não do lugar do comprador.

Em muitas ocasiões temos chamado atenção ao péssimo pagamento aos grupos de criação local. A cada ano grande soma de dinheiro carnavalesco sai do Estado em contas bancárias de artistas convidados, – e eles devem continuar sendo convidados, desde que agreguem valor cultural aos nossos festejos, garantindo a identidade local. Nos alegra saber que os maracatus de Baque Solto já começam a ser mais valorizados, por prefeituras, como já está acontecendo em Nazaré da Mata, a Terra dos Maracatus – investindo somas que chegaram a R$7.000.00 reais, além do transporte e local para de repouso, para esses guerreiros culturais. É lamentável que outras ainda estejam pagando duzentos ou trezentos reais aos seus artistas, como é o caso de Tracunhaém e Ferreiros, este último que parece querer matar à míngua o único maracatu ali existente.

O carnaval é uma festa e, como todas as festas é um momento excepcional para a atividade econômica, gerando renda e criando oportunidades para os artesões venderem seus produtos, o comércio local ser estimulado. E devemos estar atentos para que boa parte dessa riqueza fique na região. Pagar bem aos Maracatus, Orquestras de frevos e sociedade musicais que transmitem conhecimentos e formam novos músicos, atuando ao longo do ano é um caminho para uma boa administração e ganhos de resultados sociais cada vez melhores. E quanto mais atrações locais de boa qualidade tivermos, mais elas trarão turistas para aregião; esses grupos serão contratados para tocar e se apresentar em outras cidades e trarão dividendos que serão aplicados nas cidades de sua origem.

Feliz Carnaval para tos, e corram para ver e se emocionar com grande 13º Encontro de Maracatus de Nazaré da Mata na Segunda Feira Gorda, dia 7 de fevereiro. Evoé.

Curta e compartilhe:

You must be logged in to post a comment.