que medo de aparecer!!!!

  

Fiquei pensando nisso quando ia ao trabalho hoje e uma notícia no rádio dava conta que tinha havido, em um hotel na cidade de Brasília, uma reunião entre a candidata à presidência da República e pastores de várias igrejas evangélicas. O tema era um compromisso que seria assinado pela candidata afirmando que faria a vontade dos pastores em troca dos votos de suas igrejas. Os pastores, como nós sabemos, sempre guiam as ovelhas, animais que seguem para onde lhes mandam ir. Assim é o jogo na política para receber os votos necessários à vitória, aceitam-se compromissos. Parece tudo normal e, como está escrito, não há que reclamar depois que esses evangélicos estão impondo uma pauta atrasada. Atrasado é quem pensa, deseja e almeja que seres humanos comportem-se tais quais ovelhas ao som da flauta de seu pastor. Bem, mas isso não vem ao caso.

O mais interessante é que a notícia vinha com mais detalhes sobre a reunião que ocorria sobre assunto tão importante. E assunto dessa envergadura exigia a presença do maior cabo eleitoral da candidata que, de supetão chegou pela porta dos fundos, não permitiu que houvesse fotografia que comprovasse sua presença e depois saiu pela mesma porta do fundo, querendo o mais perfeito anonimato, negado pela reportagem que eu ouvi no rádio nesta manhã. 

Pergunto: porque razão o presidente da república sai de seu gabinete para participar de uma reunião e não deseja que se saiba de sua presença? Será que ele estava fazendo alguma coisa errada?

O mundo gira, ainda que não se note. Ratos fogem quando pilhados na cozinha, preferiam não serem vistos, não querem fotografias do que fizeram, parecem saber que não deveriam estar ali.

About the Author

Nascido em Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernamabuco, cresci no Recife, onde fiz todos os meus estudos em escolas públicas. Sou formado em Teologia no Instituto de Teologia do Recife - ITER; licenciado em História pela UFPE, onde defendi dissertação sob o tema "A Primeira Guerra Mundial na Tribuna religiosa: o nascimento da neo-cristandade" e a tese doutoral "Entre o Tibre e o Capibaribe: os limites da igreja progressista na arquidiocese de Olinda e Recife". Publiquei Anotações para uma visão de Pernambuco no início do século XX, pela Editora Universitária UFPE. Sou pai de Ângelo, Valéria e Tâmisa,filhos de tereza; e avô de Rafael, Lucas, Tereza e Carolina . Agora sou pai de Isaac, filho de Manuela. Tenho pesquisado a cultura e a sociedade da Zona da Mata Norte de Pernambuco e dessas pesquisas publiquei Festa de Caboclo; Estrela de Ouro de Aliança, a saga de Uma Tradição; e Pretinhas do Congo, uma nação africana na Jurema da Mata Norte.